Política

Paulo Teixeira deixa ministério para disputar deputado federal por São Paulo

Saída prevista para abril integra movimento de 20 ministros que devem concorrer nas eleições de 2026

O ministro Paulo Teixeira (PT) anunciou nesta segunda-feira (16) que vai deixar o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar para concorrer a uma vaga de deputado federal por São Paulo nas eleições de outubro de 2026.

A declaração foi feita durante visita à Feira Nacional de Máquinas e Tecnologia, em Campinas. Teixeira deve permanecer no cargo até o início de abril, prazo mínimo exigido pela lei eleitoral para a desincompatibilização de candidatos que ocupam cargos públicos.

A debandada ministerial rumo ao Congresso

A saída de Teixeira integra um movimento mais amplo: cerca de 20 ministros do governo Lula devem deixar seus cargos para disputar as eleições de 2026. A estratégia foi confirmada pelo próprio Teixeira em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo. “O presidente Lula tem uma política de manutenção de suas equipes para completar o ciclo do governo”, afirmou.

Entre os nomes esperados na lista de saídas estão Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Camilo Santana (Educação). A saída de Teixeira segue o mesmo ritmo de Haddad, que confirmou deixar a Fazenda após meses de resistência ao pedido de Lula — movimento que redefine o tabuleiro eleitoral governista em São Paulo, conforme apurou o Tropiquim.

Sobre o substituto de Teixeira, Lula ainda não sinalizou um nome. A indefinição é deliberada: o governo prefere aguardar para preservar a estabilidade das equipes até o limite permitido pela legislação eleitoral.

Senado no centro da estratégia petista

Por trás da movimentação há um cálculo político de longo prazo. O governo avalia como estratégica a ampliação de sua bancada no Senado Federal, que desempenha papel central tanto em sabatinas de indicações ao Supremo Tribunal Federal quanto na abertura de processos de impeachment contra magistrados.

Em 2026, cada estado elegerá dois senadores, colocando 54 cadeiras em disputa — dois terços do total da Casa. Para o PT, ampliar essa fatia pode reduzir turbulências em um eventual quarto mandato de Lula.

Alckmin já havia dado o tom da debandada ministerial ao confirmar sua saída para o início de abril e listar três nomes do governo como candidatos ao Palácio dos Bandeirantes, segundo reportagem do Tropiquim. A sequência de anúncios indica que o governo iniciou, de forma coordenada, sua transição para o ciclo eleitoral de 2026.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Alckmin corta candidatos que apoiam ditadura: ‘não devia nem ser candidato’

Alckmin confirma saída do MDIC em 4 de abril para disputar reeleição

Alckmin anuncia saída do ministério em abril e cita trio para o governo de SP

Haddad deixa Fazenda na quinta para disputar governo de São Paulo

Haddad confirma saída da Fazenda e deve disputar governo de SP

Reforma ministerial fecha com 17 saídas no governo Lula