Política

Trump cria coalizão militar anticartel e pressiona Brasil sobre PCC e CV

Ordem executiva mobiliza 16 países latino-americanos e coloca facções criminosas brasileiras na mira de Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em 7 de março uma ordem executiva criando a Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis, com parceria prevista com 16 países latino-americanos para “treinar e mobilizar” seus Exércitos contra grupos criminosos no Hemisfério Ocidental.

O Brasil ficou de fora da cúpula de lançamento, realizada em Doral, na Flórida. Mas a iniciativa afeta diretamente o país: o governo Lula corre para impedir que Washington classifique o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais.

O que a ordem executiva determina

Além do combate a cartéis, o documento exige que os países parceiros “mantenham ameaças externas afastadas, incluindo influências estrangeiras malignas vindas de fora do Hemisfério Ocidental” — leitura amplamente interpretada como referência à China, cuja presença no continente o governo Trump declarou querer eliminar.

A cúpula de lançamento, batizada de “Escudo das Américas”, reuniu líderes alinhados ao governo Trump em Doral, perto de Miami. Dias antes, o assessor de segurança interna Stephen Miller havia reunido militares da região em Washington e antecipou a doutrina do governo: os cartéis “só podem ser derrotados com poder militar” — postura que agora ganha forma institucional na nova coalizão.

Operações já em andamento na região

Antes mesmo da formalização da coalizão, a cooperação americana já se traduzia em ações concretas. No México — que não aderiu à iniciativa —, uma operação do Exército em fevereiro resultou na morte de El Mencho, um dos narcotraficantes mais procurados do mundo, com suporte de inteligência dos EUA. O governo Sheinbaum afirmou que a ação foi conduzida exclusivamente pelas Forças Armadas mexicanas.

No Equador, o Pentágono confirmou apoio a “ações cinéticas letais” contra o grupo Comandos de la Frontera, ligado a dissidências das Farc — operação autorizada pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth.

O que está em jogo para o Brasil

A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais pelos EUA abriria precedente jurídico para eventuais ações militares americanas em território brasileiro sem o aval de Brasília. O risco é levado a sério pelo Palácio do Planalto.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, lidera a ofensiva diplomática e pediu pessoalmente ao secretário de Estado Marco Rubio que barrasse a medida. A resposta americana foi ambígua: o Departamento de Estado afirmou que o governo Trump enxerga o PCC e o CV como “ameaças de alcance regional”.

Em paralelo, Lula intensificou a ofensiva diplomática ligando para presidentes como Petro e Sheinbaum, líderes que já convivem com as consequências de ter grupos nacionais designados como terroristas pelos americanos. Uma viagem de Lula a Washington para encontro com Trump está em negociação — e o tema deve dominar a pauta.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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