Economia

Petróleo volta a US$ 100 e IPCA acima do esperado pressionam dólar na abertura

Ataques iranianos a navios no Iraque reacendem tensão enquanto inflação de fevereiro surpreende mercado

O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (12), cotado a R$ 5,1720 (+0,29%), pressionado pela confluência de dois fatores: o IPCA de fevereiro ficou acima do esperado e o petróleo ultrapassou novamente a marca de US$ 100 por barril após ataques a petroleiros no Iraque.

A inflação oficial registrou 0,70% no mês — ante projeção de 0,6% — puxada pelo grupo Educação, que saltou 5,21% com o reajuste das mensalidades escolares. No acumulado de 12 meses, o IPCA recuou de 4,44% para 3,81%.

No front externo, forças iranianas atingiram navios mercantes na quarta-feira, reabrindo preocupações sobre o abastecimento global de petróleo e aprofundando a tensão nos mercados internacionais.

IPCA de fevereiro: educação lidera e combustíveis recuam

O IBGE confirmou nesta quinta que o IPCA subiu 0,70% em fevereiro, resultado que veio levemente acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,6%. No acumulado em 12 meses, o índice ficou em 3,81%, queda em relação aos 4,44% do período anterior.

O grupo Educação foi o principal responsável pelo resultado, com avanço de 5,21% — reflexo do reajuste anual das mensalidades escolares no início do ano letivo. Transportes vieram em seguida, com alta de 0,74%, pressionados pelas passagens aéreas (+11,4%) e por reajustes em tarifas de transporte público em diversas capitais.

Entre os combustíveis, o resultado foi de alívio: queda média de 0,47%, com gasolina recuando 0,61% e gás veicular cedendo 3,10%. Etanol (+0,55%) e diesel (+0,23%) subiram, mas não reverteram o saldo favorável do grupo.

No campo externo, o petróleo rompeu a marca de US$ 100 por barril após ataques a navios em águas iraquianas. Na véspera, o petróleo ainda tentava se recuperar de uma queda de 11% registrada após Trump sinalizar o fim próximo do conflito — o que torna ainda mais significativa a volta acima de US$ 100 registrada nesta quinta, impulsionada por novos ataques a petroleiros no Iraque.

AIE libera reservas estratégicas; Irã ameaça petróleo a US$ 200

Diante da escalada de tensão, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou que vai liberar 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas para tentar conter os efeitos do conflito sobre os preços globais. Do outro lado, o Irã declarou que o mundo deveria se preparar para um barril a US$ 200 — declaração feita enquanto forças iranianas atingiam navios mercantes, intensificando as preocupações com um possível choque no mercado energético.

A escalada desta semana tem raiz na segunda-feira, quando o petróleo já ultrapassava US$ 110 com o Estreito de Ormuz ainda bloqueado — patamar que estabeleceu o nível de volatilidade extrema que os mercados ainda tentam digerir.

Desempenho das bolsas na véspera

Wall Street fechou sem direção definida na quarta-feira: Dow Jones caiu 0,61%, S&P 500 recuou 0,08% e Nasdaq avançou 0,08%, em sessão marcada por dados de inflação americana que vieram dentro do esperado. Na Europa, o clima foi de cautela: DAX alemão cedeu 1,37%, CAC 40 perdeu 0,19% e FTSE 100 recuou 0,56%. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,59%.

Na Ásia, o desempenho foi mais positivo: Nikkei 225 do Japão e Kospi da Coreia do Sul subiram 1,4% cada, enquanto Hang Seng caiu 0,2% e o índice de Xangai avançou 0,3%. Nesta quinta, investidores nos EUA aguardam os números da balança comercial e os pedidos de seguro-desemprego, com projeção em torno de 215 mil.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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