Economia

Petrobras reajusta diesel em R$ 0,38 mas consumidor paga apenas R$ 0,06 a mais

Governo federal desonerou R$ 0,32 por litro via Medida Provisória para conter efeitos da guerra no Irã

A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (13), reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel puro vendido às distribuidoras. Para o consumidor final, no entanto, o impacto líquido será de apenas R$ 0,06 por litro.

A diferença está em uma Medida Provisória anunciada pelo Governo Federal na véspera, que zerou PIS/Cofins e criou um mecanismo de subsídio para absorver parte do choque de preços causado pela guerra no Irã.

Sem essa intervenção, a alta para a sociedade chegaria a R$ 0,70 por litro, segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Como o governo conteve a alta

Em entrevista a jornalistas após o anúncio, Chambriard explicou a equação: “Em números, o Governo Federal desonerou, em função da Medida Provisória, R$ 0,32 por litro na nota fiscal da venda do diesel. Com o ajuste de hoje, a Petrobras onera em R$ 0,38 na nota do diesel”.

“O que isso significa? Que a gente ganha R$ 0,70, o governo desonera o imposto, aplica o incentivo para a Petrobras e todos os outros agentes econômicos e, no final das contas, o aumento do diesel para a sociedade é absolutamente residual, de R$ 0,06”, completou a executiva.

A Medida Provisória foi regulamentada por decreto publicado na mesma sexta-feira: o governo zerou PIS/Cofins e criou subsídio de até R$ 10 bilhões para produtores e importadores de diesel, o mecanismo que viabilizou a desoneração de R$ 0,32 por litro mencionada por Chambriard.

Diesel na bomba terá impacto menor

A presidente da Petrobras destacou que o efeito tende a ser ainda mais diluído para quem abastece nos postos. O diesel vendido nas bombas é formado pela mistura obrigatória do diesel puro — vendido pela Petrobras às distribuidoras — com biodiesel, o que reduz o reajuste na composição final do preço pago pelo motorista.

Semanas de pressão antes do reajuste oficial

O anúncio vem depois de uma escalada de preços que já atingia os postos antes de qualquer ajuste formal da estatal. O diesel já havia subido mais de 7% nos postos em março, com o litro chegando a R$ 7,22 no Nordeste, segundo levantamento realizado em 21 mil postos no país.

A pressão vinha do mercado externo: a guerra no Irã empurrou o petróleo para patamares elevados, corroendo a equação de custos da companhia. A defasagem do diesel da Petrobras havia chegado a 30% abaixo da referência internacional — a maior desde 2022 —, criando risco real de desabastecimento caso distribuidoras privadas optassem por não importar o combustível.

Com o reajuste combinado à intervenção fiscal do governo, a Petrobras busca reequilibrar seus custos sem transferir integralmente o choque ao consumidor — estratégia que concilia a sustentabilidade financeira da estatal com o controle inflacionário buscado pelo governo federal.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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