A equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou, nesta sexta-feira (13), que ele está estável e consciente após ser internado no Hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana.
Bolsonaro não precisou ser entubado. A saturação de oxigênio, que havia caído para 80%, subiu para 90% após o início do tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O ex-presidente segue sem previsão de alta. Médicos estimam pelo menos sete dias de internação com antibióticos e medicação venosa.
Quadro crítico, mas em melhora
Bolsonaro deu entrada no DF Star na manhã de sexta-feira com febre alta, sudorese e calafrios. O cardiologista Leandro Echenique, responsável pelo caso, explicou que a recuperação será mais longa do que em situações comuns de pneumonia.
“Ele vai permanecer na UTI. A gente ainda não tem prazo para alta. Vai ser um tratamento mais prolongado. É diferente de uma pneumonia simples ou de um paciente que recebe antibiótico oral e vai pra casa”, disse o médico.
A saturação em 80% representava risco imediato. A chegada ao patamar de 90% indica estabilização, mas os médicos alertam que o quadro ainda não está controlado.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde janeiro, está detido na sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, o “Papudinha”, em Brasília — unidade que conta com suporte médico 24 horas e fisioterapia.
Histórico de internações e pedidos negados
Esta não é a primeira crise de saúde de Bolsonaro desde sua prisão. Em setembro do ano passado, ainda em prisão domiciliar, ele foi atendido com vômitos, tontura e queda de pressão arterial. Em janeiro deste ano, na Superintendência da Polícia Federal, precisou ser internado após bater a cabeça em um móvel da cela.
O estado estável desta sexta é um avanço em relação ao cenário de poucas horas antes: Bolsonaro precisou ser encaminhado de emergência ao DF Star após passar mal na Papudinha.
A defesa tem apresentado uma série de pedidos de prisão domiciliar com base na fragilidade de saúde do ex-presidente. A internação ocorre menos de uma semana depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, negar a prisão domiciliar com base em laudo que registrou 144 atendimentos médicos em 39 dias na Papudinha — argumento central para mantê-lo no batalhão.
Uma junta médica da Polícia Federal atestou que, apesar dos cuidados necessários, Bolsonaro tem condições de permanecer na unidade prisional.