O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encontrou a líder da oposição venezuelana María Corina Machado na quarta-feira (11) durante a cerimônia de posse do presidente chileno José Antonio Kast.
O encontro foi espontâneo. Flávio parabenizou Machado pelo Nobel da Paz e disse que ela é uma “grande inspiração” para o Brasil. Os dois encerraram a conversa pedindo “justiça e democracia” em seus países.
O palco conservador no Chile
O encontro aconteceu às margens da cerimônia de posse de José Antonio Kast, que assumiu o Chile prometendo mão dura contra crime e imigração, tornando-se o presidente mais conservador do país desde o fim da ditadura de Pinochet, em 1990.
O advogado de extrema direita, de 60 anos, assumiu diante de um Congresso com maioria de direita após suceder o esquerdista Gabriel Boric. Seu primeiro ato foi o juramento dos 24 ministros do gabinete — dois deles foram advogados de Augusto Pinochet, cuja ditadura deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos.
Javier Milei, da Argentina, esteve entre os líderes latino-americanos presentes à cerimônia.
A ausência de Lula
A presença de Flávio ganhou peso simbólico porque Lula desistiu de comparecer à cerimônia na véspera, deixando o Brasil representado apenas pelo chanceler Mauro Vieira. O Planalto não havia sequer confirmado oficialmente a viagem na agenda presidencial.
O senador esteve acompanhado da esposa e deve aproveitar o período no Chile para encontros com outras lideranças locais.
Um gesto de campanha
Pré-candidato à presidência, Flávio publicou o vídeo do encontro em seu Instagram. Na gravação, chama Machado de “grande inspiração” para o Brasil. A opositora venezuelana — que enfrenta o regime de Nicolás Maduro — respondeu com uma mensagem sobre “justiça e democracia em nossos países”.
A aproximação de Flávio com figuras da direita continental, em um evento onde Milei e Kast dividiram o mesmo palco, sinaliza o posicionamento internacional que o pré-candidato busca consolidar rumo às eleições de 2026.