Política

Quatro navios são atacados no Estreito de Ormuz e preço do petróleo dispara

Três tripulantes desaparecem e G7 convoca videoconferência enquanto barril de Brent supera US$ 92

Quatro navios foram atacados nesta quarta-feira (11) no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa 20% do petróleo mundial. Um porta-contêineres e dois cargueiros foram atingidos por “projéteis desconhecidos”, segundo a agência marítima britânica UKMTO. Três tripulantes estão desaparecidos.

A origem dos ataques era desconhecida no momento da publicação. É o 14º incidente contra navios registrado pela UKMTO desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

O barril de WTI se aproximava de US$ 88, com alta de quase 6%, enquanto o Brent era negociado por mais de US$ 92 — valorização de 5%. As bolsas europeias voltaram a abrir em terreno negativo após uma breve recuperação na véspera.

A Agência Internacional de Energia (AIE) avalia recorrer às reservas estratégicas de petróleo, medida considerada extraordinária, segundo o Wall Street Journal. Os líderes do G7 devem se reunir por videoconferência ainda nesta quarta para tratar da questão energética, conforme o ministro francês da Economia, Roland Lescure.

Tensão se espalha pelo Golfo

Os efeitos dos ataques se espalharam pela região: houve explosões na capital do Catar, Doha, e quatro pessoas ficaram feridas pela queda de drones perto do aeroporto de Dubai. A Arábia Saudita informou ter derrubado drones que seguiam em direção ao campo de petróleo de Shaybah e registrou o lançamento de mísseis contra uma base aérea com militares americanos.

O Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo, está sob controle de fato do Irã. O Soufan Center, de Nova York, alerta que os riscos de segurança podem tornar uma única passagem pelo estreito mais cara do que a margem de lucro da própria carga transportada — e que a reserva de minas iranianas, estimada entre 2.000 e 6.000 unidades, complicaria qualquer operação de escolta naval.

A crise no Estreito de Ormuz tem origem na morte do líder supremo Ali Khamenei: foi em retaliação ao episódio que o Irã declarou o fechamento da rota e começou a atacar embarcações que tentavam cruzá-la. Entenda como a morte de Khamenei deflagrou a crise no estreito.

Na véspera, a inteligência americana já havia detectado que o Irã posicionava minas navais na região — e Trump ameaçou destruir qualquer embarcação iraniana envolvida na operação. Veja as ameaças de Trump ao Irã sobre as minas no estreito.

Na terça-feira (10), o Exército americano anunciou que destruiu 16 navios iranianos de instalação de minas perto do estreito e declarou domínio total no Golfo. Leia mais sobre a operação naval americana.

Irã anuncia ofensiva “mais intensa” e Trump endurece o tom

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou que esta é a onda de ataques “mais intensa e pesada” desde o início da guerra. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que “o agressor deve ser punido e receber uma lição para ser dissuadido de voltar a atacar o Irã”.

Trump ameaçou o Irã com “consequências militares de um nível nunca antes visto” caso o país instale minas no estreito. Washington estuda a possibilidade de escoltar navios na região — mas especialistas apontam que o arsenal iraniano de minas tornaria qualquer operação desse tipo altamente complexa e custosa.

O novo guia supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei — nomeado para suceder o pai, Ali Khamenei, morto nos bombardeios do primeiro dia do conflito —, está “são e salvo”, segundo Yusef Pezeshkian, filho do presidente Masoud Pezeshkian. Mojtaba ainda não apareceu em público desde que assumiu o cargo.

Guerra avança para Israel e Líbano

Além dos ataques no Golfo, o Irã lançou mísseis contra Israel na madrugada desta quarta-feira, deixando vários feridos perto de Tel Aviv. As forças israelenses bombardeiam o Líbano desde que o Hezbollah arrastou o país para o conflito regional, em 2 de março. O governo libanês contabiliza 570 mortos e quase 760.000 deslocados desde então.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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