O Datafolha coloca Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e Simone Tebet (MDB) na frente da disputa pelas duas cadeiras paulistas no Senado em 2026.
O levantamento, feito entre 3 e 5 de março com 1.608 entrevistas em 71 municípios do estado, aponta que o campo progressista domina as intenções de voto nos cenários testados.
Na direita, o nome mais bem posicionado até agora é o deputado Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas.
Os cenários testados pelo Datafolha
Sem Alckmin na disputa, Haddad aparece na liderança com 30% das intenções de voto. No cenário alternativo, sem Haddad, o vice-presidente Alckmin assume a frente com 31%.
Em ambos os casos, os nomes do campo progressista superam os da direita. Derrite, que comandou a Secretaria de Segurança Pública de Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o candidato conservador com melhor desempenho nos levantamentos realizados até agora.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança.
O levantamento foi concluído antes de Haddad anunciar que deixaria o Ministério da Fazenda para disputar as eleições estaduais. Dias depois, ele confirmou a saída com data marcada para cumprir o prazo de desincompatibilização e entrar na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes contra Tarcísio de Freitas.
Como deve ficar a disputa pelas duas vagas
Os partidos ainda não fecharam suas chapas para o Senado por São Paulo. A tendência é que o campo progressista leve Simone Tebet ao lado de Marina Silva (Rede), enquanto a direita deve apostar em Derrite e em um segundo nome ainda a ser definido pelo grupo ligado ao PL e à família do ex-presidente preso Jair Bolsonaro.
O cenário eleitoral em São Paulo explica a mobilização do campo progressista em todas as frentes. Na mesma rodada do Datafolha — com os mesmos 1.608 entrevistados em 71 municípios —, Tarcísio de Freitas aparece com até 49% das intenções de voto para o governo paulista, o que pressiona a esquerda a colocar seus melhores nomes em todos os palanques do estado.
A urgência do PT em garantir Haddad para São Paulo tem raiz também em outro levantamento da mesma semana. Flávio Bolsonaro aparece empatado com o ministro em simulação de segundo turno presidencial pelo Datafolha, acendendo o alerta no Planalto sobre a necessidade de vencer no maior colégio eleitoral do país.
Com a saída de Haddad da Fazenda encaminhada para a disputa ao governo estadual, a corrida pelo Senado por São Paulo deve ganhar novos nomes até o prazo de desincompatibilização. A definição das chapas será determinante para a estratégia eleitoral de ambos os campos em 2026.