Numa escalada retórica da guerra entre Irã e Estados Unidos, um assessor militar do líder supremo Mojtaba Khamenei chamou Donald Trump de "Satanás em pessoa" em declarações à TV estatal iraniana nesta quarta-feira (11).
O assessor também reiterou as ameaças do Irã de destruir Israel, aliado dos EUA no conflito que tem ampliado tensões no Oriente Médio.
Mais cedo, o Exército iraniano anunciou poder atacar alvos econômicos — incluindo bancos — dos Estados Unidos e de Israel na região.
A ameaça às finanças veio depois que uma instituição financeira iraniana foi atingida por bombardeios durante a madrugada. Segundo a imprensa iraniana, ataques dos EUA e de Israel atingiram um banco em Teerã e causaram a morte de funcionários.
"O inimigo nos abriu caminho para atacar centros econômicos e bancos pertencentes aos Estados Unidos e ao regime sionista", afirmou o comando central operacional das Forças Armadas iranianas, em comunicado divulgado pela TV estatal.
Em alerta de segurança, o órgão orientou moradores da região a manter distância de pelo menos 1 km de bancos — sinalizando risco de novos ataques contra infraestrutura financeira.
Raízes do conflito
O confronto tem raiz no assassinato do antigo líder supremo Ali Khamenei por EUA e Israel, após o qual o chanceler iraniano prometeu "sérias consequências" e a Força Quds anunciou que os responsáveis não estariam seguros nem mesmo em casa.
A retórica agressiva não se restringe ao assessor militar. Dois dias antes das declarações desta quarta, o chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, já havia ameaçado Trump pessoalmente, dizendo que o presidente deveria se cuidar "para não ser eliminado" — escalada que o assessor de Mojtaba Khamenei agora aprofunda.
Israel, que luta ao lado dos Estados Unidos no conflito, tornou-se alvo direto das ameaças de destruição reiteradas por Teerã nas últimas horas.
A guerra entre Irã e EUA inaugura um novo front econômico, com ameaças a bancos e centros financeiros que se somam às operações militares convencionais — ampliando o alcance potencial do conflito no Oriente Médio.