O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, ameaçou nesta terça-feira (10) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que ele deveria tomar cuidado “para não ser eliminado”.
A declaração é uma resposta direta à ameaça de Trump de atacar o Irã com uma ofensiva “20 vezes mais forte” caso Teerã bloqueie o Estreito de Ormuz — ponto estratégico pelo qual escoa grande parte do petróleo mundial.
Conflito no 11º dia sem sinal de recuo
Larijani foi além da retórica ao afirmar que não teme o que chamou de “ameaças vazias” de Trump. A fala amplia a sinalização de Teerã de que o país está disposto a continuar o conflito com Estados Unidos e Israel, que entrou em seu 11º dia nesta terça.
Na véspera, a Guarda Revolucionária já havia rejeitado a narrativa de Trump sobre o fim da guerra e ameaçado bloquear as exportações de petróleo do Golfo caso os ataques continuem — postura que a fala de Larijani só reforça.
O contraste com Washington é nítido: enquanto Trump afirmou na segunda-feira (9) que a guerra está “quase concluída”, a Guarda Revolucionária — braço das Forças Armadas ligado ao líder supremo — rebateu que o conflito só terminará quando o próprio Irã assim determinar.
Israel também sinaliza continuidade das ofensivas
O governo israelense acompanhou o tom beligerante. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou nesta terça que “ainda não terminamos” ao se referir às operações militares contra o Irã.
“Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos”, afirmou o premiê israelense.
A escalada retórica simultânea de Teerã, Washington e Tel Aviv indica que as próximas horas serão decisivas para o rumo do conflito — especialmente no que diz respeito ao controle do Estreito de Ormuz e ao impacto sobre os preços globais do petróleo.