Política

EUA e Israel intensificam ataques ao Irã no 11º dia de guerra

Com mais de 1.200 civis mortos e bombardeios em Teerã e Karaj, conflito avança para o Golfo Pérsico e ameaça rotas de petróleo

No décimo primeiro dia de guerra, forças americanas e israelenses intensificaram os bombardeios sobre o Irã nesta terça-feira (10), com ataques concentrados em Teerã e na cidade vizinha de Karaj.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que esta terça será o dia mais intenso dos ataques americanos até agora — com o maior número de caças, bombardeiros e alvos atingidos desde o início do conflito.

Desde 28 de fevereiro, quando Israel atingiu a liderança iraniana e matou o aiatolá Khamenei, ao menos 1.205 civis morreram no Irã. Sete militares americanos também perderam a vida no conflito.

Escala da destruição em 11 dias

Até domingo (8), as Forças de Defesa de Israel (IDF) contabilizavam aproximadamente 3.400 ataques realizados, com mais de 150 sistemas de defesa iranianos desativados. Imagens de satélite obtidas pelo Tropiquim já nos primeiros dias do conflito documentavam a escala da destruição em Teerã — do complexo presidencial à sede da Guarda Revolucionária Islâmica.

O BBC Verify confirmou evidências visuais de mais de 110 ataques em todo o Irã, com ao menos 49 bombardeios na capital. Imagens apontam incêndios em quatro instalações petrolíferas; o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirma que os danos liberaram substâncias tóxicas e perigosas no ar e acusa Israel de envenenar civis. Para as IDF, os locais atingidos eram alvos militares legítimos.

A escola de Minab e o míssil Tomahawk

Um dos episódios mais graves do conflito ocorreu em Minab, no sul do Irã. Um ataque próximo a uma base da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) atingiu uma escola de meninas em 28 de fevereiro, matando ao menos 168 pessoas, incluindo crianças. O Tropiquim acompanhou o caso desde os primeiros dias do conflito, quando a contagem oficial era de 165 mortos — número elevado conforme avançaram as investigações iranianas.

Especialistas identificaram, a partir de imagens de vídeo, que o projétil usado era um míssil Tomahawk americano — armamento que nem Israel nem o Irã possuem em seus arsenais.

Golfo Pérsico e rotas marítimas sob pressão

O conflito extrapolou as fronteiras iranianas e atingiu múltiplos países do Golfo. Os Emirados Árabes Unidos interceptaram 16 mísseis balísticos e 113 drones apenas no domingo, após um drone ter atingido o Aeroporto Internacional de Dubai no sábado. O país contabilizou 238 mísseis e 1.422 drones lançados contra seu território na semana anterior.

No Bahrein, um ataque de drone na segunda-feira feriu 32 civis — o maior número de vítimas em um único incidente nos países do Golfo desde o início da guerra — e provocou incêndio na maior refinaria local. Kuwait, Arábia Saudita, Omã, Catar e Iraque também foram alvejados.

A ameaça iraniana de incendiar embarcações no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás mundiais, agrava a crise energética global. Já no quinto dia de guerra, Trump havia sinalizado que a Marinha dos EUA poderia escoltar navios petroleiros na região.

No Líbano, Israel ordenou evacuação do sul do país e continua bombardeando o Hezbollah. O Ministério da Saúde libanês contabilizou 394 mortos na última semana. Em Beit Shemesh, um ataque de míssil em 1º de março matou nove pessoas e feriu outras 27 em território israelense.

Fora do Oriente Médio, um navio de guerra iraniano foi afundado por um submarino americano próximo ao Sri Lanka — 87 dos 130 tripulantes morreram. O Azerbaijão acusou Teerã de lançar drones sobre Nakhchivan, e uma base aérea britânica em Chipre foi atingida por drone atribuído ao Hezbollah.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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