Economia

BRB propõe captar R$ 8,86 bilhões para sanear rombo do caso Master

Assembleia de acionistas decide em 18 de março se aprova emissão de 1,68 bilhão de ações a R$ 5,29 cada

O conselho de administração do Banco de Brasília (BRB) propôs aos acionistas um aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões, via emissão de até 1,68 bilhão de novas ações precificadas a R$ 5,29 cada — valor 12,8% acima do fechamento do papel na segunda-feira.

A proposta precisa ser aprovada em assembleia marcada para 18 de março. Se a captação máxima for atingida, o capital social do BRB saltaria de R$ 2,34 bilhões para R$ 11,2 bilhões — quase quatro vezes o patamar atual.

A operação faz parte de um esforço de recuperação financeira após perdas bilionárias acumuladas com investimentos no Banco Master, atualmente sob processo de liquidação.

GDF prepara pacote de apoio ao banco público

Paralelo ao aumento de capital via mercado, o governo do Distrito Federal prepara medidas complementares. Um projeto aprovado pela Câmara Legislativa do DF autoriza o executivo a realizar aportes com recursos públicos, vender imóveis e contrair empréstimos de até R$ 6,6 bilhões em benefício do BRB.

O texto também permite transferir terrenos e outros ativos ao banco ou utilizá-los em operações financeiras — como fundos imobiliários — para levantar recursos adicionais. Para lastrear parte da capitalização, o BRB planeja reunir os nove imóveis públicos transferidos pelo GDF em um fundo de investimento imobiliário (FII) e vender cotas a investidores qualificados — sem depender de aportes diretos do Tesouro Distrital.

R$ 16,7 bilhões investidos e um rastro de perdas

Entre 2024 e 2025, o BRB aplicou cerca de R$ 16,7 bilhões em operações com o Banco Master. Parte desses negócios passou a ser investigada por suspeitas de fraude. Com a liquidação do Master, muitos dos ativos adquiridos ficaram bloqueados ou jamais integraram formalmente o patrimônio do BRB.

Auditorias do Banco Central, de órgãos de controle e de consultorias independentes estimam que as perdas podem alcançar cerca de R$ 8 bilhões — cifra que coincide com o teto da proposta de capitalização apresentada pelo conselho de administração.

A crise tem raízes no esquema montado pelo Banco Master, que fabricou carteiras de crédito fictícias e emitiu CDBs com taxas de até 177% do CDI para encobrir sua insolvência. O BRB absorveu esses ativos antes de o esquema ser exposto pela Operação Compliance Zero. O colapso do Master resultou na prisão de seu controlador e na abertura de inquérito por fraude bilionária.

O Banco Central exige ao menos R$ 5 bilhões para que o BRB cumpra as exigências prudenciais. Essa pressão regulatória já levou as agências Fitch e Moody’s a rebaixar a instituição para a nota CCC — o patamar mais arriscado antes do calote. O Tropiquim mapeou os quatro principais riscos que o banco enfrenta após herdar os ativos do Master.

Diante do cenário de perdas e escrutínio regulatório, o governo do DF e a direção do BRB buscam em paralelo recompor o patrimônio, melhorar a liquidez e garantir o cumprimento das regras impostas pelos órgãos de supervisão financeira.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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