Política

Lula sanciona lei que veda relativização da vulnerabilidade em crimes de estupro infantil

Norma atualiza o Código Penal para fechar brechas usadas para questionar proteção legal de crianças vítimas de abuso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou neste domingo (8) uma lei que altera o Código Penal para consolidar a vulnerabilidade absoluta de crianças em crimes de estupro de vulnerável.

A norma foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e responde a decisões judiciais que vinham relativizando a proteção de vítimas com base em fatores como relacionamento prévio ou gravidez resultante do crime.

A nova legislação não cria um crime e não altera as penas já previstas. Seu objetivo é consolidar o entendimento jurídico de que a vulnerabilidade das vítimas é absoluta — não podendo ser reduzida nem questionada com base em circunstâncias específicas do caso.

As penas passam a se aplicar independentemente de consentimento da vítima, de sua experiência sexual anterior, de relações prévias com o agressor ou de eventual gravidez decorrente do crime.

Brechas que motivaram a mudança

Segundo o Planalto, a proposta surgiu após decisões judiciais que relativizaram a vulnerabilidade de vítimas usando fatores como relacionamento anterior ou gravidez para questionar a responsabilização penal dos agressores.

A norma busca impedir esse tipo de interpretação, garantindo, conforme afirma o governo, maior segurança jurídica na responsabilização de crimes de violência sexual contra crianças e pessoas incapazes.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 apontam índices elevados de violência sexual contra crianças, com concentração especialmente na faixa etária de 10 a 13 anos.

Ao anunciar a sanção nas redes sociais, Lula afirmou que o projeto garante uma redação legal “clara e inequívoca para fortalecer a proteção da dignidade de nossas crianças, impedindo interpretações que reduzam a proteção às vítimas”.

O presidente declarou ainda que a medida representa mais um passo para “fechar o cerco” a quem comete esse tipo de crime. “Em pleno século XXI, não podemos mais aceitar esse tipo de violência contra nossas meninas. E essa mudança é um passo civilizatório nas leis brasileiras”, disse.

A sanção ocorreu no mesmo domingo (8) em que os três Poderes assinaram o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto — evidência de um esforço coordenado do governo para ampliar a proteção legal de mulheres e crianças no país.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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