O Hezbollah desencadeou a maior ofensiva de mísseis e foguetes contra Israel desde que a milícia xiita entrou no conflito ao lado do Irã. O ataque ocorreu neste domingo (8), sem registrar feridos ou danos no território israelense.
Enquanto o sistema de defesa interceptava os projéteis, forças israelenses continuavam bombardeando Dahieh, bairro ao sul de Beirute e principal reduto do Hezbollah no Líbano.
O balanço libanês já ultrapassa 300 mortos e 800 feridos. Mais de 454 mil pessoas foram desalojadas — 110 mil delas estão em abrigos governamentais.
Escalada em Beirute e frente iraniana
Um ataque israelense a um hotel no centro de Beirute, na madrugada de domingo, matou pelo menos quatro pessoas e feriu outras dez. Israel afirmou ter mirado líderes da Guarda Revolucionária do Irã hospedados no local.
O porta-voz do Exército de Israel, Effie Defrin, declarou que a campanha vai continuar por mais tempo. Na operação atual, Israel já utilizou mais que o dobro das munições empregadas na guerra de 12 dias travada em junho do ano passado.
Israel também tem atacado instalações estratégicas no Irã, incluindo refinarias de petróleo. A distribuição de combustível em Teerã foi temporariamente interrompida após ataques contra depósitos na capital e arredores.
Segundo análises obtidas pela RFI, a decisão representa uma escalada significativa, pois atinge a principal fonte econômica do Irã. O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, afirma que o número de civis mortos no país já ultrapassa 1.300.
Dez mortos em Israel, Domo de Ferro em teste máximo
Em Israel, dez pessoas morreram ao longo de toda a guerra, segundo a Estrela de David Vermelha, serviço médico de emergência local. O número representa uma revisão em relação aos 12 mortos divulgados anteriormente.
O Domo de Ferro tem sido central na contenção dos danos: o sistema interceptou quase todos os mísseis disparados pelo Irã contra cidades israelenses, explicando o baixo saldo de vítimas mesmo diante de um conflito de alta intensidade.
O maior ataque do Hezbollah desde sua entrada na guerra coloca esse sistema à prova. Especialistas acompanham se a capacidade de interceptação se sustentará diante de um volume crescente de projéteis simultâneos.