Política

Guerra contra o Irã queima estoques dos EUA a quase US$ 900 milhões por dia

Disparidade de custos entre mísseis americanos e drones iranianos baratos pressiona a capacidade de defesa simultânea dos EUA em múltiplas frentes

A campanha militar dos Estados Unidos contra o Irã, batizada de Operação Fúria Épica, consumiu pelo menos 3,7 bilhões de dólares nas primeiras cem horas — uma média de quase 900 milhões por dia, segundo análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Em menos de uma semana, o Irã disparou mais de 2 mil drones contra alvos americanos e aliados no Oriente Médio, segundo o Pentágono. O ritmo corrói os estoques de interceptores americanos — mísseis caros, de reposição lenta e em alta demanda simultânea na Ucrânia e em Taiwan.

A lógica da guerra de desgaste

A escassez tem raiz estratégica: o Irã deliberadamente transforma o conflito numa guerra de atrito, forçando os americanos a gastar interceptadores caros para derrubar drones baratos e facilmente substituíveis — tática já empregada pela Rússia com engenhos de fabricação iraniana contra a Ucrânia.

Dados do Pentágono citados pela imprensa americana indicam que os ataques iranianos com mísseis caíram 90% desde o primeiro dia de guerra, e os de drones recuaram 83%. O almirante Brad Cooper, comandante das forças americanas no Oriente Médio, apresentou os números como sinal de pressão sobre Teerã.

Ainda assim, fontes anônimas ouvidas pelo Washington Post alertaram que, dentro de dias, os EUA poderiam ter de escolher quais alvos proteger diante de novos ataques. O governo americano descartou qualquer falta de "vontade ou material".

Frentes simultâneas sobrecarregam a logística

O comissário de Defesa da União Europeia, Andrius Kubilius, foi direto: os EUA "não serão capazes de fornecer mísseis suficientes" ao mesmo tempo para os países do Golfo, à Ucrânia e às suas próprias forças armadas. A Ucrânia precisa de cerca de 700 mísseis antibalísticos Patriot em quatro meses — número equivalente a toda a produção anual dos fabricantes americanos, sendo os únicos eficientes para derrubar mísseis balísticos russos.

Na primeira semana de guerra, Trump havia reconhecido publicamente que os EUA "não estão onde gostariam" em armamentos de ponta — e acionado fabricantes em caráter emergencial para repor estoques. Em janeiro, o Pentágono fechou acordo com a Lockheed Martin para mais do que triplicar a entrega anual de interceptores em sete anos, de 600 para 2 mil unidades.

O custo da guerra em números

Do total gasto nas primeiras cem horas, cerca de 1,7 bilhão de dólares foi destinado a interceptores aéreos como o sistema Patriot, e outros 1,5 bilhão a mísseis e munições defensivas. O CSIS estima que repor o arsenal consumido custará mais de 3 bilhões de dólares adicionais.

Para dimensionar: as operações no Caribe que resultaram na captura de Nicolás Maduro em janeiro custaram 31 milhões de dólares por dia — quase trinta vezes menos que o custo diário no Irã.

Trump declarou nesta semana que o conflito poderia durar "quatro ou cinco semanas" e que as armas mais avançadas estão "em bom suprimento, mas não estão onde queremos". O secretário de Defesa Pete Hegseth alertou que os bombardeios americanos estavam "prestes a aumentar drasticamente". Israel, por sua vez, anunciou uma "onda de ataques em grande escala" contra Teerã.

A ofensiva que mais pesou sobre os estoques americanos veio quando o Irã disparou mais de 2 mil drones Shahed em menos de uma semana — cada abate custando dezenas de vezes mais do que o projétil destruído.

Na frente diplomática, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, defende um aumento de 400% na produção europeia de defesa desde o ano passado. A Polônia, cujo espaço aéreo foi violado por drones russos em setembro, surge como uma das principais apostas do setor com apoio de crédito da UE. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia auxiliará os EUA na derrubada de drones iranianos por outros meios, aproveitando a expertise acumulada em quatro anos de guerra contra a Rússia.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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