Política

Família brasileira vive sob alertas de mísseis em Dubai enquanto Guarulhos retoma voos

Emirates já decolou para Dubai, mas Qatar Airways mantém Doha suspenso; 57 voos cancelados desde o início da guerra no Irã

O Aeroporto de Guarulhos começou a retomar parcialmente voos para o Oriente Médio neste sábado (7). A Emirates decolou para Dubai na madrugada de sexta-feira, mas a Qatar Airways manteve as rotas para Doha suspensas até a reabertura formal do espaço aéreo regional.

Desde o início da guerra no Irã, na semana passada, 57 voos foram cancelados no aeroporto paulista. Uma família brasileira segue presa em Dubai após ter o voo de retorno cancelado, relatando até seis alertas de ataque com mísseis desde o início do conflito.

A família brasileira havia planejado dez dias em Dubai como parte de uma viagem que incluía a Itália. No quarto dia, o agravamento dos confrontos entre Estados Unidos, Israel e Irã mudou tudo. Hospedados no 54º andar de um prédio próximo ao Burj Khalifa, eles desceram às pressas com as crianças ao lobby quando alertas de ataque dispararam em todos os celulares e smartwatches simultaneamente.

“É algo muito assustador, até porque não estamos habituados com um cenário de guerra”, relatou a brasileira. A família ficou duas horas no lobby antes de se refugiar no estacionamento subterrâneo. A sensação de insegurança tem respaldo: dias antes, um drone iraniano havia atingido o consulado americano em Dubai, transformando os Emirados em mais um front do conflito.

Entre cinco e seis alertas de míssil passaram a fazer parte da rotina. O voo de retorno, marcado para 8 de março por uma companhia italiana, foi cancelado no dia 5 e remarcado para 13 de março — levando a família a comprar novas passagens por conta própria para tentar antecipar a volta.

Cerca de 15 mil brasileiros estão na região. Enquanto França e Reino Unido já operavam voos fretados de evacuação, o suporte brasileiro se limitava a orientações publicadas no Instagram do consulado — rotas de saída por Arábia Saudita ou Omã e telefones de emergência. Na manhã do mesmo sábado, explosões foram ouvidas em Dubai e a Emirates chegou a suspender todos os voos, espelhando o cenário que a família viveu dentro do prédio onde estava hospedada.

O que fazer se você está preso em zona de conflito

Para a advogada especialista em Direito do Passageiro Aéreo Luiza Costa Russo, a prioridade em situações como essa é a segurança e o cumprimento das orientações das autoridades locais. Ela recomenda buscar apoio nas embaixadas e consulados e, se necessário, acionar o Ministério das Relações Exteriores para orientações sobre eventuais operações de repatriação.

Do ponto de vista legal, o fechamento do espaço aéreo por guerra é considerado força maior, o que isenta as companhias aéreas de responsabilidade pelos cancelamentos. “Elas não têm como prever o evento nem controlar suas consequências”, explica Russo.

O volume de cancelamentos também complica a reorganização dos passageiros. “Se cerca de dez voos são cancelados, estamos falando de aproximadamente dois mil passageiros precisando de novos assentos. Isso cria uma demanda muito alta e dificulta uma solução imediata”, avalia a advogada. Companhias com grande presença local, como a Emirates, tendem a ter mais estrutura para essa reorganização.

A orientação da concessionária do Aeroporto de Guarulhos é que os passageiros com voos afetados entrem em contato com as companhias aéreas ou agências de viagem para solicitar reembolso ou remarcação.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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