Política

Países mobilizam repatriação enquanto conflito fecha céu do Oriente Médio

Com voos comerciais suspensos após ataques ao Irã, dezenas de nações organizam voos especiais para retirar cidadãos retidos

Dezenas de países correm para repatriar cidadãos retidos no Oriente Médio após o fechamento parcial do espaço aéreo regional, provocado pela escalada do conflito após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.

Com voos comerciais suspensos em diferentes áreas, governos europeus, asiáticos e do Pacífico ativaram planos emergenciais de evacuação. Voos fretados partiram ou estão previstos para esta quarta-feira a partir de Omã, Emirados Árabes Unidos e outros pontos da região.

Operações emergenciais em vários continentes

Com cerca de 400 mil cidadãos na região, a França lidera o esforço em volume: o governo planeja vários voos para esta quarta-feira e enviou equipes consulares às fronteiras de Israel com Egito e Jordânia para facilitar saídas por terra. Medida semelhante foi adotada nos Emirados Árabes Unidos, nas divisas com Omã e Arábia Saudita.

O Reino Unido — com 130 mil cidadãos registrados no Oriente Médio — prevê voos fretados saindo de Omã nesta quarta à noite e quinta de manhã, priorizando passageiros vulneráveis. A Bélgica acionou aeronaves militares e tem um voo com 170 pessoas previsto para partir de Mascate. A Alemanha vai fretar dois voos da Lufthansa — de Riad e Mascate — com prioridade para crianças, grávidas e pessoas com deficiência.

A Itália já saiu na frente: um voo fretado com 127 italianos retidos em Omã pousou em Roma na segunda-feira à noite. Um passageiro relatou ter pago cerca de 1.500 euros pela passagem, com apoio da embaixada italiana no retorno.

Nos Emirados Árabes Unidos — de onde partem vários voos de repatriação europeus — a situação de segurança se deteriorou após um drone atingir o consulado americano em Dubai, em mais um ataque iraniano à região.

As Filipinas enfrentam um dos cenários mais delicados: mais de 2,4 milhões de filipinos vivem e trabalham no Oriente Médio, sendo 31 mil em Israel e 800 no Irã. O presidente Ferdinand Marcos Jr. pediu que seus cidadãos busquem locais seguros e prometeu organizar repatriações quando houver condições de segurança. Mais de mil trabalhadores migrantes já formalizaram pedido de retorno.

A Austrália negocia com companhias aéreas para auxiliar os cerca de 115 mil australianos na região, mas não confirmou voos fretados. A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, afirmou que evacuações são difíceis enquanto o espaço aéreo estiver fechado e que a opção mais viável é aguardar a retomada dos voos comerciais.

O conflito que disparou os planos de repatriação já deixou quase 900 mortos nos primeiros quatro dias — a maioria no Irã, país-alvo central dos ataques de EUA e Israel.

Holanda e Suíça optaram por não organizar repatriações oficiais. Um voo da KLM vindo de Omã pousou em Amsterdã com 93 holandeses. O Departamento de Estado americano, por sua vez, recomendou que seus cidadãos deixem imediatamente mais de uma dúzia de países da região usando opções comerciais disponíveis e se registrem no programa oficial de monitoramento consular.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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