A avaliação negativa do governo Lula chegou a 40% na pesquisa Datafolha divulgada no sábado (7), subindo três pontos percentuais em relação a dezembro de 2025, quando estava em 37%.
A aprovação pessoal do presidente também piorou: 49% desaprovam o trabalho de Lula, contra 47% que aprovam — diferença que inverte o placar em relação a dezembro, quando aprovação (49%) superava a desaprovação (48%).
A avaliação positiva do governo permanece estável em 32%, enquanto o índice de quem avalia a gestão como regular recuou quatro pontos, de 30% para 26%.
O Datafolha ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre segunda-feira (3) e quinta-feira (5) de março em 137 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O que dizem os números
A alta de três pontos na avaliação negativa — de 37% para 40% — ocorre dentro da margem de erro da pesquisa, assim como a estabilidade da avaliação positiva no mesmo patamar de 32%.
A mudança mais expressiva está no campo “regular”: queda de quatro pontos em relação a dezembro, de 30% para 26%. O deslocamento desse grupo indica que eleitores antes indecisos se posicionam de forma mais crítica em relação ao governo.
No recorte sobre o trabalho do presidente, a diferença é de dois pontos: 49% desaprovam contra 47% que aprovam. Em dezembro, o quadro era inverso — 49% de aprovação e 48% de desaprovação. Outros 4% não souberam responder, ante 3% no levantamento anterior.
Os dados ganham peso ainda maior diante do calendário eleitoral. Flávio Bolsonaro encostou em Lula no segundo turno, reduzindo a vantagem do presidente de 15 para apenas 3 pontos percentuais em menos de noventa dias — movimento que coincide com a deterioração dos índices de aprovação registrada na mesma pesquisa.
Outro número do mesmo levantamento agrava o cenário para o Planalto: 46% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, colocando o presidente no topo da rejeição ao lado de Flávio Bolsonaro para o pleito de 2026.
Juntos, os três indicadores — queda na aprovação do governo, inversão na avaliação pessoal e avanço da rejeição eleitoral — compõem um quadro de pressão crescente sobre o Planalto no ano das eleições presidenciais.