Uma pesquisa Datafolha coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 43% contra 41% do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em cenário de segundo turno para 2026 — empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
É a primeira vez que o instituto inclui o confronto direto entre os dois nomes. O levantamento ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios entre 3 e 5 de março, com nível de confiança de 95%.
Primeiro turno coloca Flávio na liderança
O Datafolha também simulou um cenário de primeiro turno com os três principais nomes. Nessa disputa, Flávio Bolsonaro aparece na frente com 33% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad, com 21%, e Ratinho Junior (PSD), com 11%.
O levantamento mediu ainda a rejeição dos candidatos. Lula concentra a maior resistência do eleitorado: 46% afirmam que não votariam no presidente de jeito nenhum. Haddad, por outro lado, registra rejeição menor entre os petistas, com 27%.
O instituto testou também cenários de segundo turno com Lula (PT) disputando contra Tarcísio de Freitas, Ratinho Junior, Caiado e Eduardo Leite — simulações que ampliam o mapeamento das preferências do eleitorado para 2026.
Na mesma pesquisa, Flávio já havia reduzido a vantagem de Lula de 15 para apenas 3 pontos em menos de noventa dias — trajetória que explica por que o instituto passou a incluir o senador em simulações contra Haddad.
Rejeição e calendário político moldam a disputa
O empate técnico entre Flávio e Haddad redefine o campo de disputa para 2026. Com o PT apostando na candidatura do ministro como alternativa viável a Lula, os dados do Datafolha indicam que o confronto entre os dois deve ser acirrado caso se consolide no segundo turno.
O calendário partidário pressiona as definições. O PSD deve anunciar seu presidenciável até 15 de abril, e a candidatura de Ratinho Junior pode redistribuir votos no centro, alterando as projeções atuais tanto no primeiro quanto no segundo turno.
O empate técnico com Haddad, porém, convive com um dado que limita Flávio: 45% dos eleitores dizem que não votariam nele de jeito nenhum — índice praticamente igual ao de Lula e o maior entre os pré-candidatos testados pelo Datafolha.