Política

Vorcaro sugere encontros com Moraes e Ciro Nogueira e chama Hugo Motta de amigo

Mensagens com companheira e filho expõem rede de contatos do banqueiro preso pela PF

Mensagens de Daniel Vorcaro com a então companheira Martha Graeff, enviadas em 28 de março de 2025, revelam que o banqueiro descrevia encontros com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Em chat pelo Instagram com o filho Tiziano, Vorcaro confirmou ser amigo de Motta — a conversa surgiu após o filho enviar uma publicação sobre a eleição do parlamentar para o comando da Câmara dos Deputados.

As conversas integram o material investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, cuja terceira fase resultou na prisão de Vorcaro, do cunhado Fabiano Zettel, do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e de Luiz Phillipi Mourão Moraes — identificado pelo apelido de “Sicário” — na quarta-feira, 4 de março.

As mesmas conversas com Martha Graeff que chegaram à CPMI do INSS revelam uma rede mais ampla de articulações: Vorcaro descrevia Ciro Nogueira como “um dos grandes amigos de vida” e chegou a celebrar com a namorada uma emenda do senador que elevaria o limite do FGC — medida que beneficiaria bancos médios como o Master. As mensagens expõem ainda mais sobre os contatos e as articulações do banqueiro.

A proximidade declarada com autoridades de três esferas — o Legislativo, com Motta; o Senado, com Nogueira; e o Judiciário, com Moraes — amplia o alcance das investigações e coloca em evidência a extensão dos relacionamentos de Vorcaro no centro da operação.

Morte de “Sicário” sob custódia abre novo inquérito

Enquanto estava sob custódia da Polícia Federal, Luiz Phillipi Mourão Moraes atentou contra a própria vida. Socorrido e levado ao hospital, ele não resistiu. Na quinta-feira (5), a PF abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da morte.

Segundo a PF, o “Sicário” atuava como longa manus de Vorcaro — executor de ordens de intimidação e de espionagem em sistemas sigilosos da PF, do MPF e até do FBI, por uma remuneração de R$ 1 milhão por mês.

A abertura do inquérito sobre a morte em custódia adiciona uma nova frente ao já complexo cenário investigativo da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades no sistema financeiro com ramificações em diversas esferas do poder público.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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