A guerra no Oriente Médio completou uma semana sem qualquer sinal de cessar-fogo. Os ataques de EUA e Israel mataram, no sábado (28), o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e chefes militares do regime, desencadeando uma retaliação que alastrou o conflito por toda a região.
Em resposta, o Irã disparou drones e mísseis contra Israel e bases norte-americanas no Golfo Pérsico. O Hezbollah, aliado de Teerã, também atacou Israel — e o exército israelense respondeu bombardeando Beirute, capital do Líbano.
Retaliação se alastra pelo Oriente Médio
As instalações militares americanas na região tornaram-se alvos diretos da represália do regime iraniano. Os EUA mantêm a maior rede de bases militares estrangeiras do mundo, segundo institutos especializados em estudos militares. No quinto dia de guerra, o Irã ampliou sua retaliação para além de Israel, disparando mísseis contra Catar e Kuwait — exatamente os países que abrigam parte das instalações americanas na região.
Na terça-feira (3), o presidente Donald Trump descartou qualquer perspectiva de acordo. Trump declarou ser “tarde demais” para negociar com Teerã, consolidando o impasse que já marcava os primeiros dias do conflito.
Crise diplomática entre EUA e Espanha
Em meio ao confronto regional, um atrito inesperado emergiu entre os aliados. Na quarta-feira (4), a Casa Branca anunciou cooperação militar com o governo espanhol — mas Madri negou de forma categórica o acordo. A Espanha abriga duas bases americanas em seu território, mas proibiu Washington de utilizá-las nas operações contra o Irã.
Bombas de precisão entram na equação
Os Estados Unidos sinalizaram uma nova escalada nas ferramentas de combate. Washington anunciou a intenção de utilizar bombas gravitacionais de precisão nos próximos ataques ao Irã — armamentos projetados para atingir alvos específicos com alta exatidão e dano localizado.
O anúncio se concretizou na sexta-feira (6): os EUA confirmaram o uso das bombas gravitacionais de alta precisão, lançando novos ataques à infraestrutura do regime em Teerã e Isfahan. A ação ampliou a ofensiva e indicou que o conflito entrou em uma nova fase, sem perspectiva de recuo imediato de nenhum dos lados envolvidos.