Política

Trump exige rendição incondicional do Irã no 7º dia de guerra

EUA e Israel anunciam nova fase com bombardeios mais devastadores à infraestrutura do regime dos aiatolás

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu a “rendição incondicional” do Irã nesta sexta-feira (6), sete dias após o início do conflito militar entre as potências ocidentais e o regime dos aiatolás.

Aliados anunciaram uma “nova fase” da guerra, com “aumento drástico” do poder de fogo e ataques diretos à infraestrutura do governo iraniano — escalada que sucede a morte do líder supremo Ali Khamenei e de autoridades do alto escalão iraniano na semana passada.

Balanço das operações militares

O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), revelou em coletiva na quinta-feira (5) que as forças americanas destruíram mais de 200 alvos no Irã nas últimas 72 horas e afundaram 30 navios de guerra iranianos no total — incluindo um porta-drones abatido no início da semana.

Na quarta-feira, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, havia informado que os EUA já tinham atingido mais de dois mil alvos iranianos no conflito até aquele momento.

Nova fase com armamento de alta precisão

A próxima etapa do conflito marca uma mudança de estratégia: ao invés de grandes ondas de bombardeios, os EUA adotarão ataques mais cirúrgicos com bombas gravitacionais de ogivas de 225 kg, 450 kg e 900 kg, segundo Caine.

O secretário de Guerra Pete Hegseth afirmou que os novos bombardeios serão “mais devastadores” e terão como alvo a infraestrutura do regime dos aiatolás. Hegseth também declarou que EUA e Israel estabeleceram superioridade “total” sobre o espaço aéreo iraniano nas últimas horas.

Determinação americana e erro de cálculo iraniano

Na avaliação de Hegseth, Teerã está cometendo um “erro de cálculo muito grave” ao apostar na incapacidade americana de sustentar o conflito. “Não há falta de determinação americana. Não temos falta de munição e podemos continuar essa guerra pelo tempo que precisarmos. Nós definimos o cronograma”, afirmou o secretário.

O conflito teve início no sábado (1º de março), quando EUA e Israel mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, junto com autoridades da alta cúpula do governo e das forças armadas. Desde então, a guerra completou sete dias consecutivos de bombardeios ao território iraniano.

As declarações de Trump e de seus aliados militares sinalizam que Washington não está disposto a negociar enquanto o regime dos aiatolás não aceitar os termos americanos — perspectiva que aponta para uma escalada prolongada no Oriente Médio.

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