O exército dos Estados Unidos publicou nesta quinta-feira (5) um vídeo no X mostrando o ataque a um navio porta-drones iraniano descrito como do tamanho de um porta-aviões da Segunda Guerra Mundial. A divulgação ocorreu no sexto dia de um conflito que já acumula mais de 1,2 mil mortos no Irã e se expande para novos fronts na região.
“As forças dos Estados Unidos não estão se contendo na missão de afundar toda a marinha iraniana”, declarou o comando norte-americano na publicação.
Um dia antes, na quarta-feira (4), um submarino norte-americano já havia afundado um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka com torpedo — ataque assumido publicamente pelo secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, e que deixou 80 mortos, além de desaparecidos e 78 feridos, segundo a Marinha e o Ministério da Defesa do Sri Lanka.
Hegseth confirmou a ofensiva em declaração direta: “Os EUA afundaram um navio de guerra iraniano no Oceano Índico”. Segundo ele, o submarino lançou um torpedo contra a embarcação. O ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka informou ao Parlamento que a Marinha local respondeu a um pedido de socorro e iniciou operações de resgate às 6h do horário local — 21h30 de terça-feira pelo horário de Brasília.
O vídeo do ataque ao porta-drones, divulgado pelo Departamento de Guerra dos EUA no X, reforça a postura agressiva adotada por Washington desde o início das hostilidades e sinaliza que nenhum ativo naval iraniano está fora do alcance das forças americanas no Oceano Índico.
Guerra se expande: Azerbaijão, Beirute e base americana sob ataque
No sexto dia de conflito, Israel anunciou o início de uma segunda etapa da operação militar, enquanto o exército israelense ampliou os bombardeios à infraestrutura de Teerã. Também houve novo ataque no subúrbio sul de Beirute — Israel alega ter atingido uma célula do Hezbollah no Líbano.
Pela primeira vez desde o início da guerra, o Irã atacou o Azerbaijão, grande exportador de petróleo e gás, numa manobra interpretada como tentativa de ampliar o caos regional e pressionar os Estados Unidos. Teerã também enviou drones contra a base aérea de Al Udeid, no Catar — a maior instalação militar americana no Oriente Médio —, mas o ataque foi interceptado pelo governo catariano.
O saldo de mortos no Irã, que no quinto dia do conflito já havia superado mil, escalou para 1,2 mil ao fim do sexto dia, com novas frentes abertas. Em reação às ofensivas americanas, o chanceler iraniano Abbas Araqchi declarou que os EUA “vão se arrepender amargamente” — a resposta diplomática mais dura de Teerã desde o início da guerra.