O Exército dos Estados Unidos participou de operações cinéticas letais junto às forças armadas do Equador nesta sexta-feira (6), em ofensiva contra organizações classificadas como terroristas no país.
O general Francis L. Donovan, comandante do Comando Sul dos EUA, confirmou a ação e disse que os militares estão “avançando ao lado de nossos parceiros na luta contra o narcoterrorismo”. A operação, autorizada pelo secretário de Defesa americano, é a segunda do tipo realizada pelos dois países.
Segunda ação consolida parceria militar EUA-Equador
O general Donovan não divulgou detalhes operacionais, mas confirmou que a missão envolveu atuação conjunta de tropas norte-americanas e equatorianas contra grupos narcoterroristas. A ordem partiu diretamente do secretário de Defesa dos EUA, evidenciando o alto nível de engajamento de Washington na crise de segurança equatoriana.
A ofensiva se insere na nova postura militar americana na América do Sul, que tem priorizado ações diretas contra cartéis e organizações criminosas. Na semana anterior, o assessor Stephen Miller havia declarado na Conferência das Américas Contra Cartéis que organizações criminosas “só podem ser derrotadas com poder militar” — sinalizando a disposição do governo dos EUA de intensificar operações na região.
O Equador enfrenta uma grave crise de segurança pública nos últimos anos, com grupos ligados ao tráfico internacional de drogas avançando sobre o território nacional. O país tem buscado parcerias com os Estados Unidos e outras nações para conter a violência, que elevou suas taxas de homicídios a níveis recordes.
A terminologia “cinética letal”, utilizada pelo general Donovan, designa operações com uso real de força armada — em oposição a ações de treinamento, inteligência ou bloqueio logístico. O emprego do termo pelo comandante do Comando Sul indica que houve confronto armado direto com alvos identificados como narcoterroristas dentro do Equador.