Política

Israel bombardeia defesas aéreas do Irã enquanto mortos chegam a 787

Irã avisa que ainda não usou seu armamento mais sofisticado enquanto conflito entra no 4º dia

Israel lançou uma nova onda de ataques contra os sistemas de defesa aérea e outras infraestruturas do Irã na terça-feira (3), quarto dia de um conflito que já deixou ao menos 787 mortos no país persa.

O exército israelense confirmou ter identificado mísseis iranianos em direção ao seu território e acionou os sistemas defensivos. Imagens divulgadas mostram ao menos um dos projéteis sendo interceptado sobre Jerusalém.

Paralelamente, o Irã lançou dois mísseis contra o Catar — um deles mirando a base aérea americana de Al Udeid — sem causar vítimas, segundo o Ministério da Defesa catariano.

Quatro dias de guerra em múltiplas frentes

A guerra teve início no sábado (28) com um ataque coordenado entre EUA e Israel, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei e de altos chefes militares do regime. No domingo (1º), o Irã nomeou um líder interino e prometeu eleger um substituto permanente em até dois dias.

Nesta terça, Israel declarou bombardear simultaneamente Teerã e Beirute. O complexo presidencial iraniano e o prédio da assembleia dos aiatolás foram alvos diretos da ofensiva israelense, em uma estratégia que vai além do militar e pressiona diretamente a transição de poder em Teerã.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) também anunciaram ataques a cerca de 60 alvos do Hezbollah, incluindo depósitos de armas, quartéis-generais e lançadores. O exército israelense afirma ter emitido alertas prévios e utilizado armas de precisão para reduzir baixas civis no Líbano.

Do lado iraniano, o Ministério da Defesa declarou disposição para uma guerra prolongada. “Temos capacidade para resistir por mais tempo do que o previsto pelo inimigo”, disse o general Reza Talai-Nik, porta-voz da pasta. Ele acrescentou que o país ainda não empregou “todas as armas e equipamentos de ponta” disponíveis.

O Irã também lançou ataques contra o Kuwait, onde dois militares kuwaitianos morreram na segunda (2). O chanceler iraniano já havia prometido sérias consequências e acusou Washington de trair a diplomacia ao atacar enquanto os dois países ainda negociavam sobre o programa nuclear — uma denúncia que reforça a tese de que a ofensiva pegou Teerã de surpresa nas mesas de negociação.

Primeiras baixas americanas confirmadas e clamor popular no Irã

O governo dos EUA identificou três militares mortos em um ataque de drone no Kuwait: o capitão Cody A. Khork (35 anos, Flórida), o sargento de 1ª classe Noah L. Tietjens (42, Nebraska) e a sargento de 1ª classe Nicole M. Amor (39). É a primeira confirmação pública de baixas americanas desde o início do conflito.

Em Teerã, milhares de iranianos foram às ruas para o funeral das mais de 150 vítimas de um ataque a uma escola primária em Minab, no sul do país, ocorrido no sábado. A tragédia com crianças e professores ampliou o clamor popular por retaliação e colocou pressão adicional sobre o governo interino.

No campo diplomático, o Irã enviou carta formal à ONU relatando os ataques ao Kuwait e advertiu países europeus contra eventual entrada no conflito — sinal de que Teerã teme um alargamento da coalizão contrária ao regime.

Horas antes, o próprio Trump havia admitido publicamente que os EUA não estão onde gostariam em armamentos de ponta, o que desencadeou a ativação emergencial de fabricação de novos equipamentos pelo setor de Defesa americano. O secretário de Estado Marco Rubio, em coletiva nesta terça, classificou os líderes do Irã como “lunáticos fanáticos religiosos” com ambições nucleares e defendeu a operação como necessária para a segurança global.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Defesa de Bolsonaro invoca medalhas no STM para salvar patente de capitão

STJ prorroga sindicância contra Buzzi por importunação sexual até abril

Otan eleva alerta antimíssil após interceptar projétil iraniano sobre a Turquia

Anthropic retoma negociações com EUA para uso militar do Claude