Economia

Irã fecha Estreito de Ormuz e petróleo dispara acima de US$ 82

Conflito no Oriente Médio derruba bolsas ao redor do mundo; dólar recua para R$ 5,25 no Brasil

O Irã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (4), provocando um salto de mais de 5% no petróleo tipo Brent, que ultrapassou US$ 82 o barril, e derrubando bolsas em todo o mundo.

O movimento geopolítico, que segue ataques conjuntos de EUA e Israel a instalações energéticas iranianas, ameaça interromper o fornecimento de cerca de 20% do petróleo consumido no planeta.

No Brasil, o dólar recuou 0,24% na abertura, cotado a R$ 5,2514, mas os mercados externos dominaram as atenções dos investidores locais.

Ormuz bloqueado: risco de choque inflacionário global

O Estreito de Ormuz, rota por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, foi declarado fechado pelo Irã após os ataques americanos e israelenses. O país ameaçou atacar qualquer navio que tentasse cruzar a passagem, levando Catar, Arábia Saudita e Israel a interromperem preventivamente a produção de petróleo e gás — agravando as preocupações com a oferta global de energia.

O barril do Brent opera acima de US$ 82 nesta sessão — patamar que analistas já apontam como passo intermediário rumo a US$ 100 caso o bloqueio do Estreito de Ormuz persista. Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também foi impactado, intensificando a pressão sobre os preços da commodity.

O presidente Donald Trump reagiu determinando à Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA que ofereça seguros contra riscos políticos e garantias ao comércio marítimo no Golfo. Segundo ele, a Marinha americana pode escortar petroleiros no Estreito, se necessário.

Bolsas globais no vermelho

Wall Street fechou em queda na véspera: o S&P 500 perdeu 0,94%, o Nasdaq recuou 1,00% e o Dow Jones caiu 0,82%. Na Europa, o impacto foi mais severo — o STOXX 600 despencou 3,08%, o DAX (Frankfurt) cedeu 3,44% e o CAC-40 (Paris) recuou 3,46%.

Na Ásia, o Kospi sul-coreano tombou 7,24% e o Nikkei japonês cedeu 3,1%. O índice de Xangai recuou 1,43% e o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,12%. A única exceção foi Cingapura, com alta de 0,53%.

Agenda americana desta quarta

O mercado aguarda o relatório ADP de fevereiro, que mede a criação de vagas no setor privado — expectativa de abertura de cerca de 50 mil postos. Também será publicado o Livro Bege do Federal Reserve, avaliação do banco central americano sobre inflação, emprego e crescimento econômico.

Brasil: PIB fraco em 2025 e incerteza para 2026

O Brasil cresceu 2,3% em 2025, o ritmo mais fraco em cinco anos, segundo o IBGE. O quarto trimestre registrou alta de apenas 0,1%, sinalizando estagnação no fim do ano. A agropecuária foi o principal motor, com avanço de 11,7% impulsionado por safras recordes de milho e soja. Serviços cresceram 1,8% e a indústria, 1,4%.

Com a guerra no Irã pressionando combustíveis e a inflação global, analistas agora projetam expansão de apenas 1,8% para o Brasil em 2026 — abaixo do já modesto resultado de 2025.

Apesar do cenário adverso para importadores de energia, analistas veem o Brasil — que exporta 1,6 milhão de barris por dia sem depender do Estreito de Ormuz — como um dos fornecedores mais bem posicionados para suprir a demanda asiática se o bloqueio se prolongar. As ações da Petrobras avançaram pouco nesta sessão, após alta de 4% na véspera.

No plano doméstico, o Banco Central autorizou instituições financeiras a abaterem dos recolhimentos compulsórios valores antecipados ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em São Paulo, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso novamente pela Polícia Federal em investigação sobre suposto esquema bilionário de fraudes financeiras; o cunhado dele, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão e ainda não havia sido localizado.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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