Política

Guerra Irã-EUA-Israel atinge 5º dia com ofensiva regional e crise de sucessão

Funeral de Khamenei ocorre enquanto Israel bombarda Teerã e Irã dispara mísseis contra Kuwait e Catar

A guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel entrou no quinto dia consecutivo de ataques nesta quarta-feira (4), com novas explosões em Teerã e mísseis iranianos atingindo países do Golfo.

Israel lançou uma nova onda de bombardeios contra a capital iraniana, enquanto o Irã ampliou sua resposta para além das fronteiras israelenses, disparando projéteis contra Catar e Kuwait — nações que abrigam bases militares americanas.

O dia também marca o funeral do líder supremo Ali Khamenei, morto nos ataques do fim de semana, enquanto o país ainda disputa quem assumirá o poder supremo do regime.

Trump defende a ofensiva e mira o Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender as operações militares e afirmou que “praticamente tudo foi destruído no Irã”. Autoridades militares americanas informam que cerca de 2 mil alvos já foram atingidos e 17 embarcações iranianas foram destruídas.

Trump também sinalizou que, se necessário, a Marinha dos EUA poderá escoltar navios petroleiros no Estreito de Ormuz, rota crítica para o fornecimento global de energia.

Do lado iraniano, autoridades recusaram qualquer negociação. A postura de recusa total tem raiz no início do conflito: desde o assassinato de Khamenei, o Irã prometeu “sérias consequências” e acusou Washington de trair a diplomacia ao atacar o país em meio a tratativas sobre armas nucleares — como o Tropiquim relatou no início do conflito. Um general da Guarda Revolucionária advertiu ainda que centros econômicos do Oriente Médio poderão se tornar alvos caso os ataques continuem.

Crise de sucessão ameaça o regime iraniano

Com a morte de Khamenei, a Assembleia dos Peritos — conselho de 88 aiatolás responsável por eleger o novo líder supremo — afirmou estar “perto” de uma decisão. Entre os cotados está Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder.

A crise se aprofundou quando EUA e Israel bombardearam a sede da Assembleia em Qom, cidade sagrada onde os clérigos estavam reunidos. Não há informações sobre vítimas até o momento. Israel avisou que qualquer sucessor que mantenha a política de confronto será considerado alvo do Exército israelense.

Europa reage e Espanha entra em rota de colisão com Trump

O conflito extrapolou o Oriente Médio e gerou atritos diplomáticos no Ocidente. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticou Donald Trump e disse que ele estaria “brincando de roleta russa com o destino de milhões de pessoas”.

A tensão escalou após Madri recusar o uso de bases militares espanholas para a ofensiva americana. Trump respondeu ameaçando romper as relações comerciais com o governo espanhol.

França, Grécia e Reino Unido anunciaram o envio de aparatos militares para a costa do Chipre, reforçando a presença europeia na região. O presidente Emmanuel Macron classificou o conflito como ameaça à segurança internacional e anunciou que a França aumentará o número de ogivas nucleares de seu arsenal como reforço à estratégia de dissuasão.

Imagens de satélite obtidas pelo Tropiquim mostram a dimensão dos estragos em Teerã: complexo presidencial, residência de Khamenei e quartel-general da Guarda Revolucionária figuram entre os alvos destruídos — imagens que corroboram as afirmações de Trump sobre o alcance da ofensiva.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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