A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou nesta terça-feira (02) que há até 60% de chance do fenômeno La Niña retornar até o fim do ano. Mesmo assim, o calor acima da média deve continuar em diversas regiões do planeta, refletindo os impactos das mudanças climáticas.
Segundo a OMM, a probabilidade de La Niña entre setembro e novembro é de 55%, aumentando para 60% de outubro a dezembro. A agência reforça que o aquecimento global segue sendo uma tendência de longo prazo.
Impactos do La Niña e previsão global
De acordo com o boletim divulgado pela agência da ONU, mesmo com a possível chegada do La Niña, o aquecimento do planeta permanece. A previsão é de que regiões como América do Norte, Europa, Ásia e partes do Hemisfério Sul continuem enfrentando temperaturas acima da média.
O La Niña representa a fase negativa do fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENOS). Quando está ativo, costuma intensificar as chuvas no Norte e Nordeste do Brasil, elevando riscos de enchentes, alagamentos e deslizamentos. No Sul, o cenário é inverso: predominam longos períodos de estiagem e temperaturas elevadas. Já no Centro-Oeste e Sudeste, os efeitos são menos definidos, mas tendem a aumentar a secura.
Previsões regionais para o fim do inverno
Brasil: setembro de transição
Segundo a Climatempo, setembro será um mês de transição, marcado por sol forte, tardes quentes e chuvas irregulares. No início do mês, o Centro-Oeste deve registrar calor intenso, enquanto o Sul enfrenta risco de temporais. A segunda quinzena marca o retorno gradual das chuvas, preparando para a primavera, que começa em 22 de setembro.
Regiões Norte e Nordeste
No Norte, o Amazonas e Roraima terão alternância entre pancadas de chuva e tempo firme, enquanto sul do Amazonas, Acre e Rondônia devem ter aumento de nuvens e precipitações, reduzindo o calor em alguns períodos. No Nordeste, capitais seguem com umidade vinda do mar, e estados como Pernambuco e Paraíba podem registrar volumes elevados de chuva em curtos períodos.
Centro-Oeste, Sul e Sudeste
O Centro-Oeste será dominado pelo calor, com Campo Grande (MS) sob tempo aberto e ar seco. O Sul terá dias mais quentes que agosto, com picos de calor no Paraná e chuvas intensas nos primeiros dez dias em Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná. No Sudeste, a primeira quinzena será quente e seca, com ondas de calor, especialmente no interior de São Paulo e Minas Gerais. A chuva ficará abaixo da média no oeste paulista, mas acima em Minas e Espírito Santo, aumentando no fim do mês.