O preço do café, especialmente dos grãos mais nobres, atingiu patamares recordes em 2024, impulsionado por eventos climáticos extremos em países produtores.
Durante a COP30, realizada em Belém, especialistas discutem como as mudanças climáticas estão impactando a produção e a qualidade do café, além de buscar soluções para proteger o setor.
Impactos do clima na produção de café
Nos últimos anos, produtores de café em regiões como América Latina, África e Ásia enfrentaram secas prolongadas, geadas e chuvas intensas. Esses eventos extremos, atribuídos às mudanças climáticas, prejudicaram safras e elevaram custos de produção.
O café arábica, considerado um dos mais caros e apreciados no mundo, é especialmente sensível a variações de temperatura e precipitação. Segundo especialistas presentes na COP30, a elevação das temperaturas reduz áreas adequadas para o cultivo do grão, enquanto pragas e doenças se tornam mais frequentes.
Discussões na COP30
Durante a conferência, representantes de países produtores e organizações ambientais destacaram a necessidade de políticas públicas e incentivos à agricultura sustentável. O objetivo é garantir a sobrevivência de pequenos produtores e manter a qualidade do café diante das adversidades climáticas.
Alternativas e futuro do café
Entre as propostas debatidas na COP30, estão o desenvolvimento de variedades de café mais resistentes ao calor e à seca, além de práticas agrícolas regenerativas que conservem o solo e a água.
Organizações internacionais também sugerem apoio financeiro e técnico aos produtores, especialmente os de menor porte, para adaptação às novas condições climáticas.
Especialistas alertam que, sem ações concretas, o café de alta qualidade pode se tornar ainda mais raro e caro, impactando desde agricultores até consumidores finais. O debate na COP30 reforça a urgência de soluções globais para proteger a cadeia produtiva do café.