Uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta segunda-feira (4) mostra que 45% dos brasileiros acreditam que a situação econômica do país vai piorar nos próximos meses.
Esse resultado representa o maior índice de pessimismo desde a pandemia de Covid-19 e o mais negativo durante o atual governo Lula.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas, com 16 anos ou mais, nos dias 29 e 30 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Crescimento do pessimismo econômico
De acordo com o Datafolha, houve um aumento significativo no número de brasileiros que acreditam em piora da economia: 45% atualmente, contra 33% em junho. Já os que esperam melhora caíram de 32% para 28%, enquanto a parcela que acredita que a situação permanecerá igual diminuiu de 31% para 22%.
A pesquisa também destaca que, em apenas um mês, o pessimismo cresceu 12 pontos percentuais, enquanto o otimismo teve queda de 4 pontos. O grupo que espera estabilidade caiu 9 pontos.
O levantamento é o mais negativo fora do período da pandemia, quando o pico de pessimismo foi registrado em março de 2021, com 65% dos entrevistados prevendo piora. Em março de 2022, esse índice estava em 40%.
Confiança em queda no governo Lula
A expectativa de melhora na economia atingiu seu menor patamar desde o início do governo Lula 3. Em março de 2023, 46% dos entrevistados acreditavam em melhora, índice que chegou a 47% em dezembro do mesmo ano, mas caiu 19 pontos até o levantamento atual.
A percepção de estagnação também está em baixa: eram 26% em março de 2023, subiu para 37% em dezembro de 2024 e agora recuou 15 pontos.
Percepção sobre os últimos meses
Quando questionados sobre a situação econômica recente, 51% dos entrevistados disseram que o quadro piorou, ante 47% em junho. Outros 25% veem as finanças do mesmo jeito (eram 28%) e 23% acreditam que melhorou (eram 22%).
O aumento do pessimismo recente foi de 4 pontos, no limite da margem de erro. A estabilidade caiu 3 pontos e o otimismo subiu 1 ponto.
Situação econômica pessoal
O pessimismo também se refletiu na avaliação da situação financeira individual. Sobre o futuro, 45% acreditam que sua economia pessoal vai melhorar (eram 53% em junho), 31% acham que ficará igual (mesmo índice anterior) e 22% preveem piora (eram 14%).
Quanto à situação dos últimos meses, 37% disseram que sua economia piorou (eram 33%), 36% afirmaram que ficou igual (eram 38%) e 26% relataram melhora (eram 28%).
Pela primeira vez no atual mandato de Lula, a percepção de piora na situação pessoal empata na margem de erro com a de estabilidade.