Uma operação de ciberespionagem explora versões vulneráveis do SharePoint, da Microsoft, e já atingiu cerca de 400 organizações, segundo a Eye Security, da Holanda.
O número de vítimas supera as 100 inicialmente identificadas, e a Eye Security alerta que pode ser ainda maior, pois nem todos os ataques deixam rastros detectáveis.
Entre os afetados está o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, que confirmou o comprometimento de um servidor nesta quarta-feira (22).
Escalada do ataque e resposta das autoridades
Pesquisadores da Eye Security detectaram vestígios digitais em servidores rodando versões vulneráveis do SharePoint, indicando que a operação hacker pode ser ainda mais ampla do que o estimado. “Há muitas mais, porque nem todos os vetores de ataque deixaram rastros que pudéssemos detectar”, afirmou Vaisha Bernard, líder de hack da empresa, uma das primeiras a alertar sobre as brechas.
Embora detalhes sobre a maioria das organizações afetadas não tenham sido divulgados, um representante dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos confirmou que um servidor da entidade foi comprometido, com outros sendo isolados preventivamente. O caso foi inicialmente reportado pelo Washington Post.
O ataque teve início após a Microsoft não corrigir completamente uma vulnerabilidade no SharePoint, desencadeando uma corrida para solucionar o problema após sua descoberta.
Disputa sobre origem e correção da vulnerabilidade
A Microsoft e a Alphabet, controladora do Google, afirmam que hackers chineses estão entre os responsáveis por explorar a falha, acusação negada por Pequim.
Segundo um porta-voz da Microsoft, a empresa lançou um patch de segurança neste mês, mas a correção inicial não foi suficiente. Novos patches teriam resolvido a questão posteriormente.
A vulnerabilidade foi identificada em maio, durante uma competição de hackers promovida pela Trend Micro, que ofereceu recompensas pela descoberta de falhas em softwares populares.