A pesquisa Quaest, realizada entre 10 e 14 de julho, mostra que o tarifaço de Donald Trump teve efeito negativo sobre as intenções de voto de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) para 2026.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, Lula passou a vencer Bolsonaro e outros candidatos no segundo turno, exceto Tarcísio, cuja vantagem sobre o petista caiu.
O levantamento também aponta que Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro foram afetados, com oscilações negativas e ganhos limitados entre bolsonaristas.
Impacto do tarifaço de Trump nas eleições de 2026
A pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, analisou as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026 e destacou o impacto negativo da associação ao tarifaço de Donald Trump sobre as candidaturas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, as simulações de segundo turno mostram que Bolsonaro, que antes estava empatado com Lula (41% cada), agora aparece 6 pontos atrás.
Além disso, Tarcísio de Freitas, que em maio de 2025 estava apenas 1 ponto atrás de Lula, agora aparece 4 pontos atrás, embora ainda em empate técnico, no limite da margem de erro. Nunes avalia que o tarifaço também prejudicou Michelle Bolsonaro, que liderava como alternativa a Bolsonaro (inelegível) junto com Tarcísio. Michelle, que estava tecnicamente empatada com Lula, oscilou três pontos para baixo e chegou a 36%, contra 43% de Lula.
Eduardo Bolsonaro, que tem atuado nos Estados Unidos em favor de sanções contra o Brasil, também não converteu a visibilidade internacional em ganhos eleitorais. Lula mantém vantagem confortável em um eventual segundo turno contra ele: 43% a 33%.
Oscilações entre os candidatos bolsonaristas
Felipe Nunes destaca que Eduardo Bolsonaro apresentou melhora entre eleitores que se consideram bolsonaristas, subindo de 10% para 22% como opção para substituir Jair Bolsonaro em 2026, uma variação no limite da margem de erro do segmento, que é de seis pontos. Por outro lado, Michelle Bolsonaro foi quem mais perdeu apoio nesse grupo, caindo de 44% para 33%.
O levantamento da Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 120 municípios do país. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O cenário indica que, apesar da exposição internacional, os principais nomes ligados ao bolsonarismo enfrentam dificuldades para converter o contexto externo em vantagem eleitoral, enquanto Lula consolida sua posição diante dos adversários.