O governo federal indicou Guilherme Santos Mello para o conselho de administração da Petrobras e pediu que ele seja considerado para presidir o colegiado.
A movimentação foi divulgada pela estatal na noite desta segunda-feira (6) e já mira a assembleia geral ordinária (AGO) convocada para 16 de abril.
Quem é Guilherme Santos Mello
Mello acumula três cargos de peso na administração pública: é secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, preside o conselho de administração do BNDES e integra o conselho da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).
Na academia, é professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp, onde coordena o programa de pós-graduação em Desenvolvimento Econômico. Tem doutorado em Ciência Econômica pela Unicamp, mestrado em Economia Política pela PUC-SP e graduações em Ciências Sociais e Ciências Econômicas.
A indicação parte do acionista controlador da companhia — o próprio governo federal — e deve ser submetida à aprovação dos demais acionistas na AGO de 16 de abril. Além de um assento no conselho, o Palácio do Planalto sinalizou interesse em colocar Mello na presidência do colegiado.
A indicação de Mello acontece na mesma noite em que a Petrobras anunciou Marcelo Weick Pogliese como presidente interino do conselho — cargo que ocupará apenas até a AGO de 16 de abril, quando o colegiado elegerá o presidente definitivo.
Transição no comando do conselho
Weick assume interinamente no lugar de Bruno Moretti, que deixou o conselho após ser nomeado ministro do Planejamento e Orçamento pelo presidente Lula.
Não é a primeira vez que Weick assume responsabilidades na estatal: ele ingressou no conselho em agosto do ano passado, na vaga aberta por Pietro Mendes, que renunciou ao cargo para assumir a diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Além do assento na Petrobras, Weick ocupa o posto de secretário da Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República.
O conselho da Petrobras vive, portanto, um momento de renovação acelerada: três nomes diferentes em posições de destaque no colegiado em menos de um ano. A AGO de 16 de abril deve encerrar o ciclo de transições com a eleição formal do novo presidente do conselho.
