Economia

BRB marca nova assembleia para ampliar capital em 22 de abril

Banco também descumpre prazo legal para publicar balanço de 2025 e acumula incertezas perante acionistas e mercado
Montagem de instituições financeiras em crise: BRB, Banco Central e Banco Master na assembleia de ampliação de capital

O Banco de Brasília convocou nova assembleia de acionistas para 22 de abril, quando voltará à pauta a aprovação da ampliação do capital social — medida central no plano do banco para recuperar sua situação patrimonial.

A reunião havia sido agendada para 18 de março, mas foi cancelada na véspera por conta de decisões judiciais contraditórias sobre os imóveis públicos que o governo do DF quer usar como lastro da capitalização.

Na mesma noite em que convocou a nova assembleia, o BRB informou ao mercado que não cumprirá o prazo legal para divulgar o balanço consolidado de 2025, encerrado nesta terça-feira.

Retomada após o cancelamento de março

A assembleia de abril retoma diretamente a pauta abandonada em março: na noite anterior ao encontro do dia 18, o BRB desistiu de votar a emissão de ações após decisões judiciais contraditórias tornarem inviável o uso de imóveis públicos como lastro da operação.

O plano em votação prevê a emissão de até 1,68 bilhão de novas ações para levantar R$ 8,86 bilhões — quase quatro vezes o capital social atual do banco. A proposta foi apresentada pelo conselho de administração em março e não chegou a ser apreciada pelos acionistas.

A reunião de abril também servirá para homologar a indicação do atual presidente, Nelson Antônio de Souza, e do executivo Joaquim Lima de Oliveira como conselheiros do BRB — formalização pendente desde o fim de 2025.

Balanço atrasado agrava percepção de risco

O comunicado de “fato relevante” publicado pelo BRB nesta terça sinalizou que a divulgação das demonstrações financeiras de 2025 será postergada. A legislação brasileira obriga todas as instituições financeiras a publicar seus balanços anuais até o último dia de março.

O mercado esperava que, junto ao balanço, o banco indicasse o pacote de soluções para cobrir os prejuízos acumulados nas operações com o Banco Master. A ausência dessas informações alimenta a desconfiança de investidores e analistas.

O cenário já era delicado: a S&P havia rebaixado o BRB para ‘brB-‘ após a instabilidade jurídica que forçou o cancelamento da assembleia de março. O atraso no balanço tende a ampliar essa percepção de risco e pressionar a imagem institucional do banco.

Crise tem raiz nas operações com o Banco Master

A turbulência que cerca o BRB tem origem na aquisição de cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master — operação investigada sob suspeita de fraude. O Master foi liquidado pelo Banco Central após investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.

As transações malsucedidas fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB — a reserva de segurança exigida pelas normas de solidez bancária. Diante disso, o Banco Central bloqueou a tentativa de compra do Master e intensificou o monitoramento sobre a instituição brasiliense.

Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado segue desconfiante. A combinação entre a insegurança jurídica sobre os imóveis públicos, o atraso no balanço e o rebaixamento de rating forma um cenário que tende a aumentar a volatilidade dos ativos ligados ao banco — como títulos de dívida — e a pressionar sua governança diante de reguladores e investidores.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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