Economia

Durigan anuncia equipe na Fazenda; Ceron vai para secretaria-executiva

Novo ministro confirma cinco nomes para cargos-chave em sua primeira semana à frente da pasta
Dario Durigan anuncia equipe no Ministério da Fazenda em sua primeira semana de mandato

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta segunda-feira (23) a composição de sua equipe, menos de uma semana após ser nomeado oficialmente. O movimento mais aguardado foi confirmado: Rogério Ceron deixa o Tesouro Nacional para assumir a secretaria-executiva da pasta.

Para o posto adjunto, entra Úrsula Peres, professora da USP especializada em políticas públicas. Daniel Leal herda o comando do Tesouro, enquanto Daniele Cardoso assume a Secretaria de Prêmios e Apostas e Mathias Alencastro a de Assuntos Internacionais.

Time técnico para um ano de pressão política

A escolha de Ceron para a secretaria-executiva sinaliza continuidade. Ele já conhecia a estrutura por dentro — ocupava o comando do Tesouro Nacional e tem trânsito consolidado nos corredores da Fazenda. Nomeado com publicação no Diário Oficial na última sexta-feira (20), Durigan não perdeu tempo e já na segunda anunciou a composição de sua equipe.

A adjunta Úrsula Peres traz um perfil acadêmico: professora da Universidade de São Paulo, tem especialização em políticas públicas — conhecimento que vai dialogar com a revisão de benefícios sociais e os debates sobre encargos na folha de pagamento que devem marcar 2026.

Discreto, mas articulado

Advogado formado pela USP, Durigan tem perfil mais reservado que seu antecessor, mas é visto por interlocutores como bom articulador com o setor produtivo e junto ao próprio governo. Com passagens pelo WhatsApp e pela Advocacia-Geral da União, ele herdou uma pauta pesada que inclui a regulamentação da reforma tributária e o equilíbrio fiscal em ano de campanha.

Entre 2020 e 2023, atuou como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp. Antes, foi consultor na Advocacia-Geral da União (2017–2019) e integrou a equipe de Haddad na Prefeitura de São Paulo entre 2015 e 2016. No governo federal desde 2023, participou das chamadas “medidas de recomposição de receitas” — os aumentos de tributos promovidos nos últimos anos — e da articulação da reforma tributária sobre o consumo.

Reforma tributária, imposto seletivo e fiscal no radar

A regulamentação da reforma tributária é um dos pontos centrais da agenda que Durigan assume. O governo trabalha para implementar a CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços — em 2027, com normas de transição a serem publicadas ainda neste ano. Um tema ainda polêmico aguarda debate no Congresso: o imposto seletivo, apelidado de “imposto do pecado”, que incidirá sobre produtos com externalidades negativas à sociedade, como bebidas alcoólicas e cigarros.

A discussão em ano eleitoral promete ser turbulenta — a perspectiva de aumento de preços desses produtos tende a inflamar o debate público e dar munição à oposição. Ao mesmo tempo, Durigan precisará coordenar a política econômica durante a campanha de reeleição de Lula, um período historicamente marcado por embates e disputas de narrativa.

No front fiscal, a meta oficial para 2026 é um superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões. Com os abatimentos permitidos pelo arcabouço fiscal — incluindo R$ 57,8 bilhões em despesas excluídas do cálculo —, a previsão real aponta para um déficit de R$ 23,3 bilhões. Caso os números se confirmem, o governo Lula encerrará o terceiro mandato sem ter equilibrado as contas públicas em nenhum dos seus anos.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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