Economia

Trump anuncia pausa no Irã e petróleo despenca mais de 10%

Dólar cede 0,59% no Brasil enquanto Teerã contradiz a versão americana sobre negociações
Pausa de Trump no Irã faz petróleo cair e afeta dólar brasileiro, impactando mercados globais

Uma declaração de Donald Trump reconfigurou os mercados globais nesta segunda-feira (23). Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano anunciou uma pausa de cinco dias em possíveis ataques contra instalações de energia do Irã.

Trump afirmou que representantes dos dois países tiveram conversas produtivas ao longo do fim de semana sobre a possibilidade de encerrar o conflito. Com isso, o Brent despencou mais de 10% — de US$ 113 para US$ 100,71 o barril — e o dólar recuava 0,59%, cotado a R$ 5,27.

Irã contradiz a versão de Washington

A narrativa de Trump foi rapidamente contestada por veículos ligados ao governo iraniano. A agência Fars, associada à Guarda Revolucionária do Irã, afirmou que não há negociações em andamento entre Teerã e Washington. A Tasnim, também estatal, foi além: disse que não houve nem haverá negociações entre os dois países.

A agência Mehr informou que o ministro das Relações Exteriores do Irã avalia que o anúncio teria como objetivo pressionar os preços do petróleo e do gás para baixo — não refletir um avanço diplomático real. A publicação acrescentou que, nesse cenário, o Estreito de Ormuz não voltaria às condições anteriores à guerra.

A pausa anunciada por Trump vem em resposta direta à escalada de poucos dias antes, quando o Irã passou a mirar estruturas de energia no Golfo Pérsico vinculadas aos EUA — movimento que detonou nova disparada no petróleo e pressionou os mercados globais.

Bolsas americanas e europeias reagem com alta

Antes da abertura de Wall Street, os futuros do S&P 500 e do Nasdaq subiam 2,45%, enquanto os contratos do Dow Jones avançavam 2,65%. Na Europa, o CAC 40 francês avançava 0,94% e o DAX alemão subia 1,28%. O britânico FTSE 100 recuava 0,11%.

A alta do diesel a R$ 7,65 reflete uma trajetória que vinha se agravando desde meados de março, quando o Brent saiu de US$ 60 para quase US$ 110 e forçou Lula a anunciar pacote anticrise com zeragem do PIS e Cofins sobre o combustível.

Bolsas asiáticas no vermelho antes da virada

Os mercados asiáticos, que já encerraram as negociações desta segunda-feira, registraram quedas generalizadas — antes, portanto, de Trump fazer o anúncio da pausa. Na China, o índice de Xangai caiu 3,63%, o pior desempenho desde abril de 2025. O Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 3,54% no pior resultado em quase um ano. No Japão, o Nikkei recuou 3,48%, enquanto a Coreia do Sul viu o Kospi desabar 6,49%. Em Taiwan, o Taiex fechou com queda de 2,45%.

A tensão em torno do Estreito de Ormuz já havia se agravado na semana passada, quando aliados dos EUA — Alemanha, Japão, Itália e Austrália — recusaram enviar navios de guerra à região, aprofundando o isolamento americano no conflito.

Petrobras e Mataripe no radar

No Brasil, o presidente Lula indicou na sexta-feira que a Petrobras pode recomprar a Refinaria de Mataripe, antiga Rlam, situada na Bahia. A sinalização ocorre em meio a um ciclo de combustíveis mais caros no país: o diesel atingiu R$ 7,65 por litro na segunda semana de março, alta de 20,6% em relação ao período de 22 a 28 de fevereiro.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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