O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o caso do Banco Master é “ovo da serpente” do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da gestão de Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (20) durante evento do PT que lançou a pré-candidatura de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, ao governo de São Paulo.
Três frentes de investigação
O caso Master é investigado por ao menos três frentes distintas: uma sobre a tentativa de compra do banco de Daniel Vorcaro pelo Banco de Brasília (BRB), outra acerca das fraudes financeiras supostamente praticadas pelo Master por meio de fundos de investimentos, e uma terceira sobre a atuação de influencers supostamente pagos para atacar o Banco Central por meio de postagens nas redes sociais.
O dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso no início de março por novos desdobramentos da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Estratégia para o Senado
Durante o evento, Lula disse que perguntou ao vice-presidento Geraldo Alckmin qual seu desejo para a eleição de outubro. O presidente afirmou que as eleições dão uma oportunidade de a esquerda retomar vagas no Senado por São Paulo.
Atualmente, nenhum senador do estado é da base do governo Lula. O.planalto vê a disputa municipal como trampolim para a reinstallação de alianças senatoriais em 2026.
Contexto político
A comparação de Lula com “ovo da serpente” conecta o escândalo Master à herança do governo Bolsonaro, num momento em que o PT tenta recuperar espaço em São Paulo — estado onde a direita manteve dominance nas últimas eleições senatoriais.
O caso também reverbera no Banco Central: Roberto Campos Neto, ex-presidente da autoridade monetária, enfrenta críticas da gestão Lula por supostas falhas de supervisão durante sua gestão.
