O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central afirmou que a liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master não gerou efeitos no sistema financeiro nacional. A reunião aconteceu em 11 e 12 de março, e a ata foi divulgada nesta quinta-feira (19).
Nove instituições financeiras liées ao banco de Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal, foram liquidadas. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está pagando R$ 51,8 bilhões a clientes e investidores afetados.
FGC acionou mecanismos de proteção
Antes do caso Master vir à tona, o FGC possuía patrimônio de R$ 160 bilhões, sendo R$ 122 bilhões em recursos líquidos em caixa. Os mecanismos de proteção foram acionados para garantir os recursos de depositantes e investidores.
Capitalização do FGC
Para recompor o fundo, o BC anunciou no início deste mês uma resolução para que os bancos direcionem ao FGC recursos recolhidos dos depósitos compulsórios. A medida poderá injetar cerca de R$ 30 bilhões ao longo de 2026.
Riscos globais persistem
Segundo o Comef, o cenário global prospectivo segue apresentando riscos que podem levar à reprecificação de ativos financeiros globais, como valorização do petróleo e mudanças no dólar. A autoridade monetária observou que o sistema financeiro internacional tem demonstrado resiliência, apesar da elevada incerteza de política econômica.
A materialização recente de riscos geopolíticos, principalmente relacionados à guerra no Oriente Médio, aumentou a volatilidade nos mercados. Até o momento, os efeitos concentram-se nos preços de commodities, sem contágio em mesma proporção para outros ativos financeiros.
O regime de câmbio flutuante segue absorvendo choques e o sistema financeiro internacional permanece em realocação ordenada de posições, concluiu o Comitê.
