O dólar abriu esta segunda-feira (20) em queda de 0,08%, cotado a R$ 5,1071, enquanto o Ibovespa inicia os negócios às 10h. O mercado brasileiro segue de olho no conflito entre Estados Unidos e Irã, que completa dez dias sem avanço nas negociações.
Sem sinal de trégua, cresce a preocupação com o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota decisiva para o fluxo global de petróleo e para os rumos da inflação mundial.
Ataques deixam mortos e Centcom retalia
Durante o fim de semana, pelo menos quatro militares americanos morreram em ataques iranianos, elevando a tensão que já dura dez dias. Em resposta, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) anunciou, na noite de domingo (19), uma nova onda de ataques contra o Irã.
O rompimento do cessar-fogo em 8 de julho, quando mísseis atingiram petroleiros no Estreito de Ormuz marcou o início da atual escalada entre Washington e Teerã. Na semana anterior, o Irã já havia bombardeado bases americanas no Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia e chegado a fechar o estreito por tempo indeterminado, prenúncio da nova onda de ataques anunciada agora pelo Centcom.
Diante do risco de escalada, o Departamento de Estado dos EUA emitiu, no sábado (18), um alerta global de segurança, recomendando a americanos no exterior — especialmente no Oriente Médio — maior cautela e atenção aos avisos de embaixadas e consulados.
Mercados asiáticos têm dia de contrastes
Na Ásia, as ações chinesas subiram nesta segunda-feira, impulsionadas por setores tradicionais, enquanto papéis de tecnologia e alta capitalização continuaram em queda. O CSI 300, que reúne as maiores companhias de Xangai e Shenzen, avançou 1,53%, e o índice composto de Xangai (SSEC) subiu 0,85%.
Entre as demais praças da região, o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 2,36%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 4,46% em meio à aversão a risco. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado nesta segunda-feira.
