A Latam confirmou nesta quarta-feira (19) um vazamento de dados que expôs informações pessoais de clientes, como nome completo, endereço residencial e dados parciais de cartão de crédito, por meio de uma falha em seu sistema de segurança.
Segundo a companhia aérea, o incidente foi identificado em 29 de julho, mas o comunicado só foi divulgado nesta quarta depois de uma análise técnica para apurar quais clientes e dados foram afetados.
Segundo a Latam, os dados expostos pela falha incluem nome completo, data de nascimento, e-mail, telefone e endereço residencial dos clientes. Também foram acessados o número de sócio e a categoria no programa de fidelidade Latam Pass, além do saldo de milhas e pontos qualificáveis.
Dados parciais de cartão de crédito
A falha ainda permitiu o acesso a informações parciais dos cartões de crédito cadastrados, como os seis primeiros e os quatro últimos dígitos, a bandeira, o nome do titular e a data de validade. A companhia afirmou que o número completo do cartão, o código de segurança e as senhas dos clientes não foram expostos.
Em comunicado, a Latam disse que, como parte das informações de contato foi visualizada por pessoas não autorizadas, os clientes devem redobrar a atenção a possíveis tentativas de mensagens ou ligações falsas que usem esses dados como isca.
Resposta da empresa e alerta a clientes
A Latam afirmou que, assim que identificou o incidente, bloqueou os endereços de IP suspeitos, corrigiu o código-fonte do sistema afetado, aplicou travas adicionais de segurança e notificou o caso à ANPD.
A companhia reforçou que jamais solicita senhas de acesso, tokens enviados por SMS ou dados completos de cartão de crédito por telefone ou aplicativos de mensagens, e pediu que clientes desconfiem de qualquer contato nesse sentido.
O caso segue um padrão que já se repetiu com outras empresas brasileiras: em junho de 2025, os Correios também notificaram clientes após uma falha expor dados cadastrais — CPF, e-mail, data de nascimento e celular — e comunicaram o incidente à ANPD. Em maio deste ano, a Booking.com já havia confirmado uma invasão que expôs nomes, e-mails e telefones de clientes, alertando também para o risco de phishing.