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Cosan sinaliza saída da Raízen após reestruturação bilionária

CEO confirma que empresa não vai aportar capital com a Shell e pode vender fatia que se tornará minoritária
CEO da Cosan sinaliza venda de participação na Raízen em reestruturação bilionária

A Cosan deve deixar de ser controladora da Raízen. O CEO Marcelo Martins confirmou nesta sexta-feira (15) que a empresa não vai acompanhar a Shell no aporte de capital previsto no processo de reestruturação financeira da produtora de açúcar e etanol.

Com a diluição esperada, a fatia da Cosan na joint venture se tornará minoritária — e o executivo não descartou a venda dessa participação para buscar liquidez.

Conversão de dívida em ações redefine controle da Raízen

Martins detalhou, durante conferência de resultados trimestrais, que há negociações em andamento com credores da Raízen para converter parte do endividamento da empresa em ações. O tamanho da conversão ainda não está definido, assim como o preço pelo qual a troca será feita.

“A gente ainda não sabe o tamanho (da conversão), algumas questões importantes estão sendo discutidas”, afirmou o executivo.

A Cosan está avaliando se ficará com ações ordinárias ou preferenciais ao fim do processo — mas, em qualquer cenário, a participação não será expressiva. O acordo de acionistas com a Shell, firmado há cerca de 15 anos, deve ser encerrado.

“Não é intenção da Cosan se manter em acordo de acionistas com a Shell”, declarou Martins, encerrando formalmente uma parceria que moldou o setor sucroenergético brasileiro por mais de uma década.

A Raízen é uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil e líder na produção de açúcar e etanol. A crise financeira da empresa se aprofundou nos últimos meses: em março, a companhia pediu recuperação extrajudicial com R$ 65 bilhões em dívidas — o mesmo cenário que levou a Cosan a abrir o capital da Compass para tentar reduzir seu próprio endividamento.

“Isso posto, o que se pode esperar é que a gente tenha uma participação que pode ser vendida”, disse Martins, ressaltando que ainda não há decisão concreta sobre quando ou como isso ocorrerá.

A expectativa do CEO é que, com uma fatia reduzida na Raízen, a Cosan “vá buscar liquidez em algum momento” por meio da venda das ações. A empresa também acumula dívidas próprias elevadas, o que pressiona por um desinvestimento estratégico no setor.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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