O deputado federal José Guimarães (PT-CE) confirmou neste sábado (11) que vai assumir a Secretaria de Relações Institucionais, o ministério responsável pela articulação política do governo Lula no Congresso.
A posse está marcada para a próxima terça-feira (14). Para aceitar o convite do presidente Lula, o parlamentar abriu mão de sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de outubro.
A Secretaria de Relações Institucionais é uma das pastas mais estratégicas do Executivo. É por ela que o governo conduz a negociação de pautas com parlamentares, viabilizando a aprovação de projetos de interesse do presidente no Congresso Nacional.
A vaga havia sido aberta no último sábado (4), quando Gleisi Hoffmann deixou o cargo por conta do prazo de desincompatibilização. A regra obriga ministros que queiram disputar eleições a deixarem seus postos até seis meses antes do pleito. Com a saída de Gleisi, o secretário-executivo Marcelo Costa assumiu a pasta de forma interina enquanto o governo definia o substituto.
A nomeação de Guimarães preenche a última lacuna aberta pela maior reforma ministerial pré-eleitoral da história recente do país. No dia 4 de abril, a saída de Gleisi Hoffmann e de outros 16 ministros do primeiro escalão marcou uma virada no governo — episódio detalhado em Reforma ministerial fecha com 17 saídas no governo Lula.
“A convite do presidente Lula, informo que aceitei a missão e na próxima terça-feira (14), tomo posse como ministro da Secretaria de Relações Institucionais em substituição da ex-ministra Gleisi Hoffmann”, publicou Guimarães em suas redes sociais.
Em seu quinto mandato como deputado federal, o parlamentar cearense era um dos nomes cotados para encabeçar a chapa petista ao Senado. Ao aceitar o ministério, encerrou definitivamente essa possibilidade.
A escolha de Guimarães — que ocupa a liderança do governo na Câmara — para o posto reforça a aposta do Palácio do Planalto em alguém com trânsito consolidado entre os parlamentares. O segundo semestre será dominado pela agenda eleitoral, e a capacidade de costurar acordos no Legislativo tende a se tornar ainda mais disputada nesse cenário.
