O Allianz Parque vai perder o nome que carrega há 13 anos. A WTorre fechou acordo com o Nubank para a cessão dos naming rights do estádio do Palmeiras, e o novo nome será escolhido pelos próprios torcedores por meio de votação popular.
O contrato, firmado nesta sexta-feira (10), tem vigência até 2044 — período em que a WTorre mantém os direitos de exploração da arena paulistana.
A campanha lançada pelo Nubank coloca três opções em disputa: Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank. A escolha é feita por plataforma online, com cada voto vinculado ao CPF do participante — mecanismo que impede múltiplas participações de um mesmo usuário.
Os nomes indicados ainda passarão por aprovação antes de serem exibidos publicamente, e a ação prevê um limite de participações por CPF.
Palmeiras fora da mesa, mas com fatia garantida
O clube não participou diretamente da negociação entre WTorre e Nubank, mas mantém o direito a uma parcela das receitas geradas pela arena. A participação está fixada em 15% sobre os valores da operação.
Com o encerramento do contrato, em 2044, a gestão e o controle integral do estádio passam ao Palmeiras — que desde a inauguração da arena, em 2014, não detém seus direitos operacionais.
A estratégia do Nubank vai além do voto: antes mesmo da definição oficial do novo nome, a proposta é destacar o nome dos participantes da campanha na própria arena — transformando o torcedor em protagonista simbólico da transição.
O Allianz Parque carregava o nome da seguradora alemã Allianz desde sua inauguração. A mudança marca a entrada de uma fintech nativa digital no universo dos grandes naming rights esportivos do Brasil — reflexo da crescente presença do setor financeiro tecnológico no patrocínio esportivo nacional.
Com mais de 100 milhões de clientes, o Nubank consolida o acordo como uma das maiores apostas de visibilidade de marca da empresa no país, unindo base de dados de CPF à experiência física de um dos estádios mais modernos da América do Sul.
