O Exército Brasileiro executou nesta sexta-feira (10) mandados de prisão contra três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal no núcleo 4 da trama golpista — o grupo acusado de usar estrutura de inteligência estatal para disseminar desinformação e minar as bases democráticas do país.
Os detidos são o major da reserva Ângelo Denicoli, o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida. Dos sete réus condenados no núcleo, dois seguem foragidos.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os condenados se valeram da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar adversários políticos, fabricar e propagar informações falsas contra o processo eleitoral e atacar autoridades que contrariavam os interesses golpistas.
Por deterem status de militares, Denicoli, Rodrigues e Almeida têm direito de cumprir pena em estabelecimentos castrenses — não em presídios civis. A custódia é de responsabilidade do próprio Exército, geralmente executada em unidades da Polícia do Exército.
Em março, o STF havia rejeitado os recursos dos mesmos réus — incluindo Denicoli, Guilherme Almeida e Giancarlo Rodrigues —, mantendo as condenações que agora resultam nas prisões desta sexta. Leia a cobertura completa do julgamento dos recursos do núcleo 4.
Os sete réus foram condenados por crimes que incluem participação em organização criminosa e atos golpistas voltados à ruptura do Estado democrático de direito.
Os demais condenados no núcleo 4 que não são militares serão presos pela Polícia Federal e encaminhados a presídios civis — diferentemente dos integrantes das Forças Armadas, que cumprem pena em comandos militares.
O procedimento repete o padrão já adotado no mês passado com o núcleo 3: militares condenados foram encaminhados a batalhões do Exército, afastados do sistema prisional comum. Veja como foi a prisão dos integrantes do núcleo 3 da trama golpista.
A reportagem está em atualização.
