A Anvisa determinou nesta sexta-feira (10) o recolhimento imediato do lote 0108 do alecrim da marca Nati Sul, após análises laboratoriais detectarem insetos vivos e fragmentos de pelo de animal não identificado no produto.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União e suspende a venda, distribuição e uso do lote em todo o território nacional. A fabricante do tempero é a MK Ervas Chás Especiarias.
O laudo que embasou a proibição foi emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen-SC) e descreve um quadro grave de irregularidades no produto.
Além dos insetos vivos — classificados como infestação por artrópodes —, as análises encontraram pelo inteiro e fragmento de pelo de animal de espécie não identificada no alecrim.
Segundo o documento, as análises apontaram “falhas nas condições higiênico-sanitárias e no cumprimento das boas práticas de fabricação”, enquadrando o tempero como alimento infestado e com matérias estranhas que configuram potencial risco à saúde do consumidor.
Com base no laudo, a Anvisa determinou a suspensão do lote 0108 e seu recolhimento do mercado, impedindo qualquer comercialização ou uso do produto até que a situação seja regularizada pela fabricante.
O episódio se soma a uma série de ações recentes da Anvisa contra irregularidades em produtos alimentícios. Menos de um mês antes, a agência havia suspendido três lotes da fórmula infantil Aptamil por contaminação com toxina bacteriana — outro caso em que falhas de segurança alimentar resultaram em recolhimento emergencial de produtos do mercado.
A proibição publicada no Diário Oficial desta sexta-feira tem efeito imediato: o lote 0108 do alecrim Nati Sul está impedido de circular, ser vendido ou utilizado em todo o Brasil. A empresa fabricante, MK Ervas Chás Especiarias, ainda não havia respondido aos questionamentos sobre o recolhimento até a publicação desta reportagem.
