Política

Irã cobra pedágio de navios no Estreito de Ormuz durante trégua com EUA

Financial Times revela que Teerã vai taxar e monitorar cada embarcação durante os 15 dias de cessar-fogo
Rota comercial do Estreito de Ormuz com visualização de pedágio de navios, mostrando pressão econômica do Irã no comércio

O Irã decidiu monetizar a reabertura do Estreito de Ormuz. Durante os 15 dias de cessar-fogo com os Estados Unidos, Teerã vai cobrar uma taxa de todas as embarcações que cruzarem a rota estratégica — e monitorar cada navio individualmente.

A informação foi publicada nesta quarta-feira (8) pelo jornal Financial Times, com base em declaração de Hamid Hosseini, porta-voz da União dos Exportadores de Petróleo, Gás e Produtos Petroquímicos do Irã.

A agência Associated Press também confirmou a cobrança. Segundo a AP, o cessar-fogo entre EUA e Irã prevê expressamente que Teerã poderá cobrar a taxa dos navios em trânsito. Uma autoridade regional informou à agência que os recursos serão destinados à reconstrução de áreas destruídas durante os combates contra EUA e Israel. A taxa poderá ser cobrada também por Omã, que controla o lado sul do estreito.

Na véspera, o Irã havia confirmado o acordo e anunciado a reabertura do estreito após semanas de bloqueio — a mesma trégua que agora vem acompanhada de uma taxa para embarcações.

Horas após a entrada em vigor do cessar-fogo, o tráfego no estreito já havia crescido visivelmente. A TV estatal iraniana informou que a primeira embarcação passou pelo local com autorização de Teerã. Sites de monitoramento marítimo, como o Vessel Finder, registraram dezenas de navios circulando pela rota.

O pedágio no Estreito de Ormuz é parte das condições que Teerã impôs para manter a passagem aberta — postura coerente com a ameaça iraniana de fechar completamente o estreito caso as instalações de energia do país fossem atacadas. Antes do cessar-fogo, os EUA bombardearam a ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano, enquanto Israel realizou ataques em pontes, ferrovias, aeroportos e uma petroquímica.

Negociações de paz marcadas para sexta em Islamabade

O encontro para discutir um acordo definitivo está agendado para sexta-feira (10), na capital paquistanesa. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador do cessar-fogo, foi quem anunciou a reunião. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmou a participação do país. A delegação será liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, mas a composição completa ainda não foi definida.

Do lado americano, os EUA não divulgaram oficialmente quem participará. Nas rodadas anteriores, J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner estiveram envolvidos nas negociações. Vance declarou nesta quarta que Trump está “impaciente” por avanços, mas que um acordo definitivo é possível se o Irã negociar “de boa fé”.

Trump afirmou que quase todos os pontos de divergência foram resolvidos e classificou a proposta de 10 pontos do Irã — que inclui fim das sanções americanas, compensação integral pelos danos de guerra e liberação de ativos iranianos congelados — como “base viável para negociação”. Israel também fará parte da trégua, segundo a Casa Branca.

Apesar do acordo, a Guarda Revolucionária alertou que está “com as mãos no gatilho” para reagir caso EUA ou Israel retomem os ataques durante o período de trégua. A TV estatal iraniana classificou o cessar-fogo como um “recuo humilhante de Trump” e ressaltou que a trégua não representa o fim da guerra.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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