Política

PEC da escala 6×1 vai à CCJ na semana que vem, anuncia Motta

Governo chegou a cogitar projeto com urgência constitucional, mas recuou após sinalização do presidente da Câmara
Hugo Motta na Câmara anuncia votação PEC escala 6x1 CCJ para reforma da jornada de trabalho

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a PEC que extingue o regime de trabalho 6×1 será submetida à análise de admissibilidade na CCJ já na próxima semana. Aprovado o parecer, uma comissão especial será criada para conduzir a votação em plenário até o fim de maio.

A definição do calendário encerra, por ora, uma alternativa que circulava no governo Lula: enviar um projeto de lei com urgência constitucional — mecanismo que aceleraria a tramitação, exigiria menos votos, mas travaria a pauta do Congresso por até 45 dias em cada Casa.

Motta disse que, durante o final de semana, comunicou ao Executivo sua posição favorável à manutenção do rito da PEC. “Eu penso que o governo compreendeu que esse seria o melhor caminho. E temos o compromisso de manter o calendário estabelecido”, declarou em entrevista na residência oficial da Câmara.

Urgência presidencial descartada — por ora

A pressão pelo caminho alternativo vinha ganhando força dentro do Executivo. A possibilidade de urgência constitucional não é novidade: em março, o ministro Luiz Marinho já havia sinalizado que o mecanismo seria acionado caso o debate não avançasse ‘na velocidade desejada’ pelo Executivo. Com a urgência, a aprovação demandaria menos votos e o prazo seria comprimido — mas ao custo de engessar a agenda legislativa.

Ao preservar o rito da PEC, Motta mantém o protagonismo da Câmara no processo e impõe um calendário mais longo, porém com maior respaldo institucional. Em março, Motta já havia sinalizado que a PEC seguiria o rito constitucional, exigindo convergência real entre governo e setor produtivo antes de qualquer avanço no plenário.

Setor produtivo resiste; economistas pedem debate mais amplo

Representantes do setor produtivo mantêm oposição à proposta. Para eles, a redução da jornada eleva os custos do empregador, compromete a competitividade das empresas e pode frear a geração de novos postos de trabalho.

Economistas reconhecem o impacto, mas alertam que o debate precisa ir além. Na avaliação deles, ganhos de produtividade virão principalmente da qualificação dos trabalhadores, da inovação e de investimentos em infraestrutura e logística — dimensões que ainda não foram incorporadas formalmente às discussões no Congresso.

A votação na CCJ representa apenas o primeiro passo de um processo legislativo longo. Aprovada a admissibilidade, a PEC seguirá para comissão especial antes de chegar ao plenário — onde precisará de apoio de três quintos dos deputados em dois turnos para, então, avançar ao Senado.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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