Política

Câmara aprova PEC que vincula 1% do orçamento à assistência social

Proposta com impacto fiscal de R$ 36 bi ainda passa por segundo turno antes de ir ao Senado
Câmara aprova PEC assistência social orçamento federal em sessão plenária

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (8) a PEC que obriga a União, estados e municípios a destinar ao menos 1% da receita corrente líquida para a assistência social.

O impacto fiscal estimado é de R$ 36 bilhões nos primeiros quatro anos. O percentual será atingido de forma gradual, ao longo de quatro anos.

A aprovação ocorreu em primeiro turno. O segundo turno está previsto para a semana seguinte, antes de o texto seguir ao Senado Federal.

Como funciona o escalonamento

A proposta prevê aumento progressivo da obrigação orçamentária até atingir 1% da receita corrente líquida de cada ente federativo. O cumprimento do piso por estados e municípios não poderá ser feito com repasses da União — cada governo precisará arcar com recursos próprios.

O escalonamento foi o ponto mais disputado entre os deputados durante a tramitação. O texto aprovado em primeiro turno ainda pode sofrer ajustes antes da votação seguinte, prevista para a próxima semana.

Divisão no plenário

O líder do governo na Câmara reconheceu o impacto fiscal da proposta, mas evitou se opor publicamente, citando o apelo social do tema e o amplo apoio conquistado na Casa.

Entre os críticos, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) defendeu que a vinculação constitucional de percentuais retira autonomia dos gestores. “Se o Parlamento colocar na Constituição a porcentagem que o presidente, o governador e o prefeito precisa gastar em cada área, a gente não precisa de presidente, governador e prefeito”, afirmou.

Os deputados de esquerda foram os principais defensores da medida. Para o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), a vinculação é necessária para evitar o subfinanciamento crônico da política de assistência. “Quando a gente não vincula, o sistema fica subfinanciado”, argumentou.

Motta rebateu ainda os argumentos liberais contrários à proposta, afirmando que a lógica de não vincular recursos em uma sociedade desigual acaba favorecendo os interesses do mercado financeiro em detrimento das políticas públicas.

A PEC segue o modelo já consolidado para Educação e Saúde, que também contam com pisos constitucionais obrigatórios. Após aprovação em dois turnos na Câmara, o texto precisará de dois turnos no Senado para ser promulgado e entrar em vigor.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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