O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (7) que suspenderá o ataque ao Irã com uma condição: a abertura “completa, imediata e segura” do Estreito de Ormuz, passagem estratégica que Teerã mantém bloqueada desde fevereiro.
O Irã sinalizou concordar com a proposta. O cessar-fogo, segundo Trump, será bilateral e as negociações por um acordo definitivo de paz devem ser concluídas em até duas semanas.
Trump havia fixado as 21h desta terça como prazo final para que o Irã chegasse a um entendimento com Washington e reabrisse a rota. O anúncio representa uma virada abrupta nas negociações: na véspera, Teerã havia rejeitado explicitamente qualquer reabertura imediata do estreito e Trump ameaçou “fazer chover inferno” sobre o país.
O Estreito de Ormuz é uma das mais críticas rotas de energia do planeta. Cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passa por ali. O Irã praticamente fechou a passagem desde que os EUA e Israel bombardearam seu território em 28 de fevereiro — movimento que pressionou os preços mundiais de petróleo e gás.
Segundo Trump, todos os objetivos militares americanos no Irã já foram cumpridos. O presidente afirmou ter recebido do governo iraniano uma proposta de plano de paz com 10 pontos, considerada base viável para negociação, com quase todos os pontos de divergência já acordados entre os dois países.
“Um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído”, declarou Trump.
A escalada que culminou no impasse atual tem raízes em semanas de pressão crescente. Duas semanas antes, Trump havia dado um ultimato de 48 horas ao Irã com a ameaça de “obliterar” usinas de energia — a mesma lógica de pressão máxima que agora resultou na proposta de suspensão do ataque.
Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária havia declarado que fecharia totalmente o Ormuz caso instalações iranianas fossem atingidas — posição que Teerã agora parece disposta a negociar em troca de um cessar-fogo.
Não está claro a partir de que horas as hostilidades seriam formalmente interrompidas. A ausência de detalhes operacionais mantém incertezas sobre a implementação do acordo, mesmo com o tom conciliatório adotado por ambos os lados.
