Política

ONU vota resolução que autoriza uso da força no Estreito de Ormuz

Sessão começou ao meio-dia desta terça; China, Rússia e França sinalizam veto à medida
Estratégia geopolítica na resolução ONU força no Estreito de Ormuz com diplomacia internacional

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta terça-feira (7) para votar uma resolução que autoriza o uso da força para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos.

A sessão teve início por volta do meio-dia e ainda estava em andamento até o fechamento desta reportagem. Se aprovada, será a primeira autorização formal da ONU ao uso da força no conflito do Oriente Médio.

A votação coincide com o vencimento do ultimato de Donald Trump ao Irã para a reabertura da passagem — e com uma nova rodada de ataques intensos na região.

A resolução, proposta pelo Bahrein, estipula que países podem usar “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial no estreito. O texto autoriza o uso da força “por um período de pelo menos seis meses (…) e até que o Conselho decida de outra forma”.

Em uma concessão diplomática, o Bahrein retirou do esboço final uma cláusula que tornava a aplicação da medida obrigatória — manobra para tentar conquistar o apoio de Pequim e Moscou antes da votação.

Três vetos no horizonte

A aprovação, porém, é incerta. China, Rússia e França — três dos cinco membros permanentes com poder de veto — já sinalizaram oposição à resolução. Na semana passada, os três países bloquearam uma versão anterior do texto ao quebrar o “procedimento de silêncio” — mecanismo que equivale a um veto antecipado e que forçou os sucessivos adiamentos da votação para esta terça.

A posição da China tem peso particular: Pequim é o principal comprador do petróleo iraniano e, embora adote postura formalmente neutra na guerra, tende ao alinhamento pragmático com Teerã. O histórico de vetos russos em conflitos envolvendo parceiros geopolíticos também reduz as chances de aprovação.

A disputa diplomática ocorre em meio a uma escalada militar acelerada. Trump declarou nesta terça que “uma civilização inteira morrerá esta noite” caso o Irã não reabra a via marítima — afirmação feita poucas horas antes do vencimento do prazo. O regime iraniano respondeu renovando o tom desafiador.

A escalada que levou o caso ao Conselho de Segurança ganhou contornos mais graves em março, quando o Irã ameaçou fechar completamente o estreito caso Trump cumprisse a promessa de atacar instalações energéticas iranianas.

Em paralelo à batalha diplomática na ONU, uma coalizão de cerca de 30 países liderada por Reino Unido e França já articulava, desde o fim de março, uma resposta militar defensiva para reabrir a passagem — plano que aguarda os rumos da votação desta terça.

O resultado da sessão deve definir os próximos movimentos do conflito — tanto no campo diplomático quanto nas operações militares no Golfo Pérsico.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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